Padrões que se repetem como se fosse destino
Muita gente se reconhece numa cena: troca de emprego, de parceiro ou de cidade e, meses depois, está de novo no mesmo tipo de problema. Jeffrey Young e Janet Klosko dizem que isso não é azar, e sim o efeito de padrões profundos, que eles chamam de armadilhas de vida.
A armadilha é um modo de pensar, sentir e agir formado na infância e repetido na vida adulta. Ela funciona como uma lente que distorce a leitura de si e dos outros, e a pessoa acaba escolhendo situações que confirmam o que já acredita.
O livro, de 1993, divulga a terapia do esquema para o público leigo, com questionários e exercícios. A promessa é a de compreender e enfraquecer esses padrões, não a de eliminar todo sofrimento.
Um exemplo brasileiro: o rapaz que cresceu ouvindo que não ia dar em nada, aprende a esperar o pior de si, evita concursos e promoções e, aos trinta anos, jura que o problema é a economia. A economia pesa, mas a crença antiga decide quais portas ele nem tenta abrir.
