A ciência não anda em linha reta
A visão comum de ciência é a de uma escada: cada geração sobe um degrau a partir do que a anterior deixou, e o conhecimento só aumenta. Kuhn, que era físico antes de ser historiador, estranhou essa imagem ao ler cientistas antigos e perceber que eles não eram ingênuos nem tolos, apenas olhavam o mundo com outros pressupostos.
A tese do livro é que a história da ciência alterna dois tipos de período. Um é longo e estável, em que quase todos trabalham dentro do mesmo conjunto de crenças. O outro é curto e turbulento, em que esse conjunto é substituído por outro. A mudança não é só acúmulo de dados, é uma reorganização de como se vê o mundo.
É uma ideia simples de enunciar e difícil de engolir, porque desafia a imagem confortável de que quem pesquisa só caminha pra frente.
