Só uma teoria? O mal-entendido que atrapalha tudo
Dawkins abre com uma queixa antiga de quem trabalha com ciência: a palavra teoria é usada na rua como sinônimo de palpite, mas na ciência significa algo bem mais forte. Uma teoria científica é um conjunto de ideias que explica muitos fatos, foi testado de várias maneiras e continua de pé. A teoria da gravidade e a teoria dos germes entram nessa categoria, e ninguém sai dizendo que remédio é só uma teoria.
Pra mostrar o que quer dizer com prova, ele propõe uma analogia com um detetive que chega a uma cena de crime. Ele não viu o assassino em ação, mas reconstrói o caso a partir de pegadas, impressões digitais e depoimentos que se encaixam. A evolução é assim: ninguém assistiu aos dinossauros virando aves, mas o conjunto de pistas é esmagador.
A tese do livro é que as provas da evolução já bastam e que não é preciso esperar um vídeo do passado pra aceitar o que a evidência indica. O autor chama de negacionistas da história quem rejeita esse conjunto, como quem rejeitasse a existência de Roma por não ter conhecido César.
