Um livro escrito à sombra da crise de 2008
Kiyosaki publicou Segunda Chance em 2015, quase sete anos depois da crise de 2008 estourar nos Estados Unidos e se espalhar pelo mundo. Diferente de Pai Rico, Pai Pobre, que conta a infância dele, este livro nasce como reação a um momento específico: bancos sob risco de corrida bancária, governos socorrendo bancos com dinheiro novo, e uma geração que viu o próprio emprego ou a própria casa em risco.
O título carrega um convite e um alerta ao mesmo tempo: pra ele, 2008 foi um aviso que a maioria não aproveitou pra mudar de comportamento com dinheiro, e agora sobraria uma nova oportunidade antes do próximo tropeço, que segundo o autor viria maior. É esse tom de contagem regressiva que atravessa o livro inteiro.
Pra sustentar o argumento, o livro organiza a história do dinheiro em três blocos: o passado, com lastro real em metal; o presente, sustentado só por confiança e dívida; e o futuro, o que o autor acredita que pode acontecer se nada mudar. Essa linha do tempo é o fio condutor de quase todos os capítulos.
