15 minutos
Capa do resumo de Segunda Chance

Finanças · 15 min

Segunda Chance

Robert Kiyosaki · 2015

Para quem é

Pra quem já ouviu falar de Kiyosaki e quer entender por que ele ficou tão preocupado com o dinheiro depois de 2008, e pra quem quer separar o histórico real do sistema financeiro da aposta pessoal do autor sobre o que fazer com isso.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 7 dias grátis • depois R$ 2,99/mês

🎧 Grátis aqui no site

Ouça o resumo completo (16 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Trocar dólar lastreado em ouro por dólar lastreado em confiança do governo não mudou o papel que circula no bolso, mudou quem decide quanto desse papel existe amanhã.

2

Chamar o momento de segunda chance funciona como gatilho de urgência, sugerindo que o relógio está correndo, mesmo quando o mesmo tipo de urgência já apareceu em outros livros do autor, década após década.

3

O fato histórico de 1971 dá pra conferir em qualquer manual de economia, mas a recomendação de comprar ouro e prata como proteção é opinião pessoal do autor, e opinião pessoal não é garantia de resultado.

“
Dinheiro sem lastro em nada além da confiança de quem imprime pode perder valor de um jeito que a poupança tradicional nunca avisa com antecedência.
Uma ideia de Segunda Chance, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Um livro escrito à sombra da crise de 2008

Kiyosaki publicou Segunda Chance em 2015, quase sete anos depois da crise de 2008 estourar nos Estados Unidos e se espalhar pelo mundo. Diferente de Pai Rico, Pai Pobre, que conta a infância dele, este livro nasce como reação a um momento específico: bancos sob risco de corrida bancária, governos socorrendo bancos com dinheiro novo, e uma geração que viu o próprio emprego ou a própria casa em risco.

O título carrega um convite e um alerta ao mesmo tempo: pra ele, 2008 foi um aviso que a maioria não aproveitou pra mudar de comportamento com dinheiro, e agora sobraria uma nova oportunidade antes do próximo tropeço, que segundo o autor viria maior. É esse tom de contagem regressiva que atravessa o livro inteiro.

Pra sustentar o argumento, o livro organiza a história do dinheiro em três blocos: o passado, com lastro real em metal; o presente, sustentado só por confiança e dívida; e o futuro, o que o autor acredita que pode acontecer se nada mudar. Essa linha do tempo é o fio condutor de quase todos os capítulos.

O dinheiro do passado: quando existia lastro em ouro

Durante boa parte da história, moeda só valia alguma coisa porque podia ser trocada por uma quantidade fixa de metal precioso guardado em algum cofre. Isso é o que se chama de lastro: a garantia de que o papel na carteira representa um pedaço real de algo escasso, não só uma promessa.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o acordo de Bretton Woods amarrou o dólar americano ao ouro numa taxa fixa, e as demais moedas do mundo se ancoravam nele. Na prática, isso limitava quanto dinheiro um governo conseguia imprimir, porque cada nota extra precisava ter ouro suficiente guardado atrás dela.

O livro usa esse período como referência do que chama de dinheiro de verdade: algo que não nasce do nada por decisão de um banco central. Pra Kiyosaki, essa restrição funcionava como um freio automático contra o excesso de gastos dos governos, mesmo sendo um sistema com crises próprias.

1971: o ano em que o dólar deixou de prometer ouro

Em 1971, o governo americano suspendeu a conversão do dólar em ouro pra outros países. A decisão, tomada em meio a pressão econômica e aos gastos da guerra do Vietnã, tirou de vez o lastro metálico da principal moeda do mundo.

A partir dali, o dólar e praticamente toda moeda do planeta viraram o que se chama de dinheiro fiduciário: papel que vale porque a lei diz que vale e porque as pessoas confiam nisso, sem metal nenhum garantindo a conversão do outro lado do balcão.

Segunda Chance trata esse episódio como o divisor de águas de tudo que vem depois: sem o freio do ouro, bancos centrais ganharam liberdade pra emitir dinheiro em volume muito maior e adiar problema financeiro empurrando ele pra frente, em vez de resolver na hora.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Segunda Chance e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Sobre Robert Kiyosaki

Robert Kiyosaki nasceu em 1947 no Havaí e serviu como piloto de helicóptero no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã. Em 1997 lançou de forma independente Pai Rico, Pai Pobre, que se tornou um dos maiores best-sellers de finanças pessoais do mundo. Segunda Chance, publicado em 2015, chega quase sete anos depois da crise financeira de 2008, retomando os temas da série sob um tom mais urgente sobre o futuro do dinheiro. Kiyosaki também fundou a Rich Dad Company, que vende livros, jogos como o Cashflow e cursos de educação financeira.