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Finanças · 15 min

O Rei dos Dividendos: A Saga do Filho de Imigrantes Pobres que se Tornou o Maior Investidor Pessoa Física da Bolsa de Valores Brasileira

Luiz Barsi Filho · 2022

Para quem é

Pra você que ganha um salário fixo, sonha em ter uma renda extra que não dependa do patrão, e desconfia de fórmula mágica de enriquecer rápido. O Rei dos Dividendos conta a história de um homem que começou pobre e construiu, ao longo de décadas, uma das maiores carteiras de ações do país só comprando aos poucos e nunca vendendo.

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3 ideias pra levar

1

Quem fica trocando de ação atrás da alta da vez corre atrás do próprio rabo; quem escolhe poucas empresas boas e segura, deixa o tempo trabalhar sozinho.

2

O dividendo que cai na conta num mês qualquer não é sorte: é o resultado de uma decisão tomada anos antes e nunca desfeita.

3

Apostar quase tudo num único jeito de investir rendeu bem pro Barsi, mas o mesmo tombo que ele levou nas crises quebraria qualquer um que não tivesse décadas de fôlego pela frente.

“
Ninguém fica rico da noite pro dia comprando ação, mas muita gente fica pobre tentando.
Uma ideia de O Rei dos Dividendos: A Saga do Filho de Imigrantes Pobres que se Tornou o Maior Investidor Pessoa Física da Bolsa de Valores Brasileira, nas palavras do 15 minutos

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Uma infância que começa devendo

A história de Luiz Barsi Filho não começa com dinheiro sobrando, começa com dinheiro faltando. Filho de imigrantes pobres, ele nasceu numa família que veio pro Brasil atrás de uma vida melhor e encontrou trabalho duro e conta que não fechava no fim do mês. A casa era simples, a comida era racionada e cada centavo tinha destino certo antes de chegar no bolso.

Criança que cresce vendo os pais contarem moeda pra saber se dava pra comprar pão ou se ficava só o café aprende cedo uma lição que muito adulto nunca aprende: dinheiro não é elástico. Ele não estica sozinho pra cobrir o que falta, e fingir que dá é o primeiro passo pra dívida.

Essa escassez virou, sem que ninguém planejasse, a primeira escola financeira de Barsi. Não teve aula de economia, teve mesa de cozinha, teve conta de padaria fechada no fim do mês e teve a certeza de que, se quisesse outra vida, precisaria construir ela com as próprias mãos.

Os primeiros trabalhos, ainda menino

Antes de qualquer ação na carteira, veio o trabalho mal pago que sobra pra quem não tem sobrenome nem herança. Luiz Barsi Filho começou a trabalhar ainda muito jovem, fazendo o tipo de serviço que hoje um adolescente de classe média nem imagina precisar fazer: tarefa dura, horário longo, pagamento curto.

Não existia rede de proteção nem carteira assinada garantindo décimo terceiro e férias. Existia o dia de trabalho e o pagamento dele, e quem não trabalhava, não comia. Esse tipo de origem cria um jeito de lidar com dinheiro que não relaxa fácil, porque já sentiu na pele o que é o bolso vazio.

É tentador romantizar essa fase como se fosse só sofrimento nobre que forja caráter. Na prática, foi caro: tempo de escola que não deu pra ter, brincadeira de infância trocada por serviço. A própria trajetória mostra esse preço, e mostra também o que ele rendeu lá na frente.

A disciplina que a pobreza ensina

Tem gente que sai da pobreza e, assim que ganha algum dinheiro, gasta tudo rápido, como se quisesse provar pra si mesmo que aquele tempo de aperto acabou de vez. Barsi foi na direção contrária: quanto mais aprendia sobre dinheiro, mais desconfiava de gasto por impulso.

Essa desconfiança virou hábito, e hábito virou identidade. Guardar antes de gastar, perguntar se aquilo era necessário antes de comprar, entender que todo real gasto hoje é um real que não vai trabalhar pra você amanhã: isso não é personalidade de nascença, é treino que a necessidade impõe.

É o mesmo treino que qualquer trabalhador brasileiro conhece bem: separar um pouco do salário assim que cai, antes que o mês inteiro engula ele em conta de luz, mercado e imprevisto. A diferença é que Barsi levou esse hábito a sério por décadas seguidas, sem exceção.

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Sobre Luiz Barsi Filho

Luiz Barsi Filho é um investidor brasileiro, filho de imigrantes pobres. É conhecido no mercado financeiro brasileiro pelo apelido de Rei dos Dividendos, ganho ao longo de décadas comprando e mantendo ações que pagam dividendo com regularidade. A imprensa especializada em economia costuma apontá-lo como um dos maiores investidores pessoa física da Bolsa de Valores brasileira. O Rei dos Dividendos, lançado pela Editora Sextante em 2022, é o livro em que ele conta essa trajetória em suas próprias palavras.