Um analista que decidiu escrever as próprias regras
Philip Fisher começou a carreira como analista de investimentos num período em que comprar ação ainda era, pra boa parte do país, pouco mais do que uma aposta de cassino depois da quebra de 1929. Em 1931, no fundo da Grande Depressão, ele abriu sua própria consultoria de investimentos, decisão que muita gente da época considerou loucura.
O livro que ele publicou quase trinta anos depois, em 1958, nasceu dessa experiência prática, não de uma tese acadêmica. Fisher queria responder uma pergunta simples: como separar, entre milhares de empresas negociadas em bolsa, aquele punhado que vai multiplicar o capital do investidor ao longo de décadas.
A resposta dele foge do que a maioria dos livros de investimento ensinava até então. Em vez de fórmula de calculadora, ele propõe um método de investigação quase jornalística, baseado em conversar com gente que conhece a empresa por dentro e por fora antes de decidir se vale a pena virar sócio dela.
