15 minutos
Capa do resumo de Pense de Novo: O Poder de Saber o Que Você Não Sabe

Desenvolvimento pessoal · 15 min

Pense de Novo: O Poder de Saber o Que Você Não Sabe

Adam Grant · 2021

Para quem é

Pra você que defende a mesma opinião há anos só porque já disse ela em voz alta uma vez, ou que trava toda vez que discordar de alguém pode virar discussão. Pense de Novo ensina a trocar a certeza confortável pela curiosidade, sem perder a confiança em si mesmo.

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3 ideias pra levar

1

Trocar de opinião quando surge um fato novo não é fraqueza: é sinal de que sua cabeça ainda está trabalhando, não presa num piloto automático.

2

Confiança e humildade não se cancelam: dá pra confiar na própria capacidade de pensar e, ao mesmo tempo, duvidar da resposta que você deu ontem.

3

Perguntar por que alguém pensa o que pensa muda mais opinião do que qualquer lista de motivos pra ela estar errada.

“
Defender a mesma opinião só porque você já disse ela em voz alta um dia é orgulho disfarçado de coerência.
Uma ideia de Pense de Novo: O Poder de Saber o Que Você Não Sabe, nas palavras do 15 minutos

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Trocar de ideia devia ser motivo de orgulho, não de vergonha

A gente cresce ouvindo que mudar de opinião é fraqueza, que político que muda de ideia é chamado de oportunista e que colega que muda de ideia no meio do projeto é indeciso. Adam Grant vira essa lógica de cabeça pra baixo: numa vida que muda de emprego, de tecnologia e de regra de trânsito a cada poucos anos, quem trava na primeira opinião é quem corre mais risco de ficar pra trás.

Pense no motorista de aplicativo que aprendeu uma rota nova por causa de uma obra e continuou usando ela mesmo depois que a rua velha reabriu, porque descobriu que era mais rápida. Ele não perdeu nada admitindo que a rota antiga não era a melhor: ganhou tempo todo santo dia.

O livro chama esse hábito de repensar, e defende que ele deveria ser tratado como uma habilidade que se treina, do mesmo jeito que se treina uma língua nova ou um esporte, e não como um dom raro de gente muito inteligente.

Os quatro papéis que a gente veste sem perceber numa discussão

Grant descreve três formas comuns de pensar que atrapalham o repensar. O pregador defende a própria opinião como se fosse um sermão, buscando confirmação, não furo. O promotor ataca o argumento do outro só pra provar que ele está errado, mesmo quando aprender junto renderia mais. O político faz campanha pela própria posição pra agradar quem está ouvindo, trocando verdade por aprovação.

O quarto papel, que o livro defende como o mais produtivo, é o do cientista: alguém que trata a própria opinião como uma hipótese a ser testada, não como uma verdade cravada em pedra. O cientista pergunta o que me faria mudar de ideia antes de perguntar como eu provo que tenho razão.

Repare que a maioria de nós troca de papel várias vezes no mesmo dia: vira promotor discutindo política no grupo de família, vira político tentando agradar todo mundo numa reunião de trabalho, e raramente para pra vestir o jaleco do cientista com a própria vida.

Vestir o jaleco do cientista com a própria vida

Tratar a própria opinião como hipótese não significa duvidar de tudo o tempo inteiro, até da hora de acordar. Significa escolher, de vez em quando, uma crença que você defende com força, sobre política, sobre criação de filho ou sobre o time de futebol, e perguntar: que prova mudaria minha cabeça sobre isso?

Se a resposta for nada muda minha cabeça, é sinal de que a opinião virou identidade, não convicção baseada em fato. Convicção de verdade aguenta ser testada; identidade só aguenta ser defendida.

O exercício prático que o livro sugere é simples: antes de brigar de novo no boteco sobre um assunto batido, escreva num papel o que faria você mudar de lado. Se não conseguir escrever nada, pelo menos você descobriu que aquilo não é mais debate, é torcida.

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Sobre Adam Grant

Adam Grant é psicólogo organizacional americano e professor da Wharton School, na Universidade da Pensilvânia. É autor de outros livros sobre comportamento e trabalho, como Dar e Receber e Originais, e apresenta o podcast WorkLife, produzido em parceria com o TED. Também já escreveu como colunista de psicologia aplicada ao trabalho para o jornal The New York Times.