Trocar de ideia devia ser motivo de orgulho, não de vergonha
A gente cresce ouvindo que mudar de opinião é fraqueza, que político que muda de ideia é chamado de oportunista e que colega que muda de ideia no meio do projeto é indeciso. Adam Grant vira essa lógica de cabeça pra baixo: numa vida que muda de emprego, de tecnologia e de regra de trânsito a cada poucos anos, quem trava na primeira opinião é quem corre mais risco de ficar pra trás.
Pense no motorista de aplicativo que aprendeu uma rota nova por causa de uma obra e continuou usando ela mesmo depois que a rua velha reabriu, porque descobriu que era mais rápida. Ele não perdeu nada admitindo que a rota antiga não era a melhor: ganhou tempo todo santo dia.
O livro chama esse hábito de repensar, e defende que ele deveria ser tratado como uma habilidade que se treina, do mesmo jeito que se treina uma língua nova ou um esporte, e não como um dom raro de gente muito inteligente.
