15 minutos
Capa do resumo de Reinventando o Seu Próprio Sucesso

Liderança · 15 min

Reinventando o Seu Próprio Sucesso

Marshall Goldsmith · 2007

Para quem é

Pra quem já subiu alguns degraus na carreira e sente que o mesmo jeito de agir que funcionou até aqui parece emperrar o próximo passo, principalmente quem lidera equipe ou mira uma cadeira de gestão.

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3 ideias pra levar

1

Ter dado certo antes convence a cabeça de que cada hábito daquela fase, bom ou ruim, fez parte da receita do sucesso.

2

Apresentar um resultado sem citar quem construiu ele parece um detalhe pequeno, mas corrói a confiança da equipe aos poucos.

3

Pedir uma sugestão pra próxima vez costuma render mais colaboração do que cobrar explicação sobre o que já passou.

“
A garra que te tirou do zero pode ser exatamente o que trava seu próximo passo, se você não perceber a hora de trocar de ferramenta.
Uma ideia de Reinventando o Seu Próprio Sucesso, nas palavras do 15 minutos

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O paradoxo que dá nome ao livro

Todo mundo que sobe de cargo carrega pra cima os mesmos hábitos que usou pra chegar lá: a disposição de trabalhar mais que os outros, a vontade de aparecer, a pressa de resolver rápido. O problema é que, quanto mais alto você sobe, menos esses hábitos separam você do colega ao lado, porque todo mundo naquele andar já sabe fazer o trabalho técnico bem. O que passa a decidir quem sobe mais um degrau e quem trava ali é outra coisa: o hábito interpessoal, o jeito como você trata as pessoas.

É como o operário que vira supervisor brigando pra provar que sabe mais que todo mundo no chão de fábrica, e continua brigando do mesmo jeito quando já é gerente, só que agora briga com outros gerentes que também sabem o trabalho tão bem quanto ele. O comportamento que chamava atenção lá embaixo, aqui em cima, cansa e afasta gente.

O autor passou a carreira sentado do outro lado da mesa de executivos assim: gente competente, contratada e promovida pelo resultado técnico, sem entender por que a diretoria hesitava em dar o próximo passo. Quase sempre o motivo não estava na planilha, estava numa reunião, num comentário, numa forma de tratar quem trazia uma má notícia.

A superstição de quem já venceu

Quem chega numa boa posição carrega quatro crenças que, juntas, funcionam como um motor: eu já venci antes, eu tenho capacidade de vencer de novo, eu tenho vontade de fazer o que for preciso, e eu tenho sorte quando aposto em mim. Essas crenças são ótimas pra continuar tentando depois de um tropeço. O problema aparece quando elas se misturam com um raciocínio torto: se eu fiz tudo isso e deu certo, então tudo que eu fiz, incluindo os defeitos, deve ter ajudado.

É uma espécie de superstição, parecida com o jogador que usa sempre a mesma camisa porque, numa vez, o time ganhou de camisa nova. Ninguém acredita mesmo que a camisa faz gol, mas repete o gesto porque deu certo antes. Um executivo bem-sucedido faz o mesmo com hábitos ruins: já que estou aqui em cima, até esse jeito grosseiro de responder deve ter contribuído.

Essa crença explica um fenômeno curioso: quase ninguém avisa o chefe bem-sucedido sobre um defeito dele. Primeiro porque parece arriscado dar esse toque pra quem manda no seu salário. Segundo porque, mesmo que alguém avise, a pessoa de sucesso costuma escutar por educação e continuar do mesmo jeito, porque no fundo acredita que aquele traço faz parte da fórmula que funcionou até aqui.

Vencer demais

O primeiro hábito que atrapalha é a vontade de ganhar em qualquer situação, até nas que não valem nada. É o gerente que discute o trajeto mais rápido até o aeroporto com o motorista de aplicativo, ou que precisa provar que sabia o resultado do jogo antes de todo mundo no grupo do trabalho. Sozinho, cada episódio parece bobagem. Somado ao longo de um ano, vira um colega que transforma qualquer conversa em disputa.

No boteco depois do expediente, todo mundo já viu aquele colega que precisa ganhar até a discussão sobre qual time vai ser campeão, mesmo sem nenhum interesse real no assunto. A questão não é discordar, é a necessidade de vencer a discordância a qualquer custo, mesmo quando ninguém mais lembra do argumento na semana seguinte.

Faltam 12 seções e o quiz

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Sobre Marshall Goldsmith

Marshall Goldsmith é coach executivo americano, com doutorado pela UCLA. Construiu a carreira orientando presidentes e diretores de grandes empresas a mudar hábitos de comportamento no trabalho. Ficou conhecido por criar o método do feedforward, uma forma de pedir sugestão pro futuro em vez de cobrar explicação sobre erros passados. Este livro, publicado originalmente em 2007, foi escrito em parceria com o jornalista Mark Reiter.

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Categoria:
Liderança