Feitos pra nos conectar
A tese central de Goleman é que o cérebro humano é social por construção. Cada encontro, de uma conversa no corredor a um olhar trocado no ônibus, mexe com o corpo das duas pessoas ao mesmo tempo, em dimensões que a gente quase não percebe.
Isso significa que ninguém é uma ilha emocional. O humor de quem está do lado passa pra você, e o seu passa pra ele. A neurociência social, campo que estuda esse trânsito, serve de base pra tudo o que o livro propõe.
A consequência prática é incômoda e útil: os relacionamentos que você tem moldam seu estado interno todo dia. Escolher bem com quem convive, e como convive, deixa de ser questão de gosto e passa a ser questão de saúde mental e de desempenho.
O autor lembra que a ideia não é nova. Já em 1920 o psicólogo Edward Thorndike falava em inteligência social como a habilidade de entender e lidar com homens e mulheres. O que o livro faz é atualizar a discussão com as descobertas do cérebro.
