15 minutos
Capa do resumo de Faça Acontecer: Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar

Liderança · 15 min

Faça Acontecer: Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar

Sheryl Sandberg, com Nell Scovell · 2013

Para quem é

Para quem sente que precisa escolher entre ser levada a sério no trabalho e ser vista como gente boa, ou que já pegou pesado demais consigo mesma tentando dar conta de carreira e casa ao mesmo tempo. Um livro pra quem quer entender por que certas escolhas de carreira parecem mais difíceis pra mulher, e o que dá pra fazer sobre isso, dentro de casa e no trabalho.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 7 dias grátis • depois R$ 2,99/mês

🎧 Grátis aqui no site

Ouça o resumo completo (17 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Dividir tarefa de casa e cuidado com filho não é favor que um lado faz ao outro, é negociação que precisa ser falada em voz alta, porque sem conversa explícita ela tende a recair no padrão tradicional.

2

Para Sandberg, a culpa de não dar conta de tudo pesa bem mais sobre a mãe que trabalha do que sobre o pai na mesma situação, como um imposto invisível cobrado de um lado só.

3

Para a autora, o medo de errar faz muita gente calcular o pior cenário com mais peso do que o ganho possível, e isso trava decisões que, vistas de fora, tinham risco razoável.

“
Segundo os estudos que Sandberg cita, quanto mais uma mulher mostra competência sem pedir desculpa, maior o risco de ser vista como difícil, algo que raramente pesa num homem.
Uma ideia de Faça Acontecer: Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Por que uma executiva do Facebook resolveu escrever sobre isso

Sheryl Sandberg passou pelo Tesouro dos Estados Unidos, depois pelo Google, antes de virar diretora de operações do Facebook em 2008, cargo que ocupou até 2022. Em 2010 ela deu uma palestra que viralizou, contando algo simples: em toda reunião de que participava ao longo dos anos, quanto mais alto o cargo, menos mulheres sentavam na sala.

O livro de 2013 nasceu dali, misturando pesquisa acadêmica com a própria trajetória dela dentro de empresas grandes. A proposta não é dizer que mulher trabalha pouco ou se esforça menos, é perguntar por que, mesmo com mais mulheres se formando na faculdade há décadas, o topo das empresas segue majoritariamente masculino.

Sandberg é explícita sobre o próprio lugar de fala: executiva rica, com babá, motorista e equipe de apoio em casa, o que explica boa parte da crítica ao livro que aparece mais adiante neste resumo.

A lacuna de liderança que ninguém quer admitir

Em praticamente todo país do mundo, a proporção de mulheres cai à medida que o cargo sobe. Entram mais mulheres do que homens em muitas faculdades, a base das empresas tem número parecido de cada, e ainda assim a sala da diretoria vira, na maioria das vezes, uma sala de homens. Sandberg chama isso de lacuna de ambição de liderança.

Não é que mulher tenha menos ambição no sentido geral, é que ela aprende cedo a mirar ambição pra dentro de casa e pro relacionamento, enquanto o homem aprende a mirar ambição pra carreira. Esse padrão não vem de um único culpado, é soma de coisas pequenas repetidas por anos.

Menina que levanta a mão demais na escola ouve que está mandona, enquanto o menino que faz o mesmo é chamado de líder nato. Isso aparece em qualquer empresa brasileira: mulher entra em número parecido ao de homem no primeiro emprego com carteira assinada, mas a cada promoção o grupo vai afinando, até sobrar quase só homem na gerência.

Sente-se à mesa, não fique na parede

Sandberg conta uma cena literal: numa reunião importante, as executivas mulheres chegavam e sentavam nas cadeiras espalhadas pela parede da sala, deixando a mesa central só para os homens, mesmo tendo o mesmo cargo. Ela precisou pedir, na cara dura, pra elas ocuparem a mesa.

Isso vira metáfora pro livro inteiro: mulher tende a se sentir menos à vontade pra ocupar espaço que já é dela por direito, seja um lugar físico na sala, seja a palavra numa reunião. Isso tem nome, síndrome da impostora, aquela sensação de que o próprio sucesso foi sorte ou favor, não competência.

A saída que o livro propõe não é fingir confiança que não existe, é notar o hábito de se apagar e treinar, aos poucos, ocupar o espaço que o currículo já garante. Numa reunião de condomínio ou na roda da igreja, o mesmo músculo de falar primeiro vale o treino.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Faça Acontecer: Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Sobre Sheryl Sandberg, com Nell Scovell

Sheryl Sandberg é uma executiva americana que passou pelo Tesouro dos Estados Unidos e pelo Google antes de se tornar diretora de operações, a COO, do Facebook, hoje Meta, cargo que ocupou de 2008 a 2022. Faça Acontecer, publicado em 2013, nasceu de uma palestra dela sobre liderança feminina que viralizou em 2010. O livro foi escrito em parceria com a jornalista Nell Scovell. Antes do Facebook, Sandberg já era reconhecida no mercado de tecnologia pelo trabalho à frente das operações de vendas globais do Google.