15 minutos
Capa do resumo de O Mundo é Plano

Economia e sociedade · 15 min

O Mundo é Plano

Thomas L. Friedman · 2005

Para quem é

Pra você que quer entender como tecnologia e comércio mudaram o trabalho e a disputa por emprego, de forma simples e com exemplos reais. Serve a profissionais, estudantes e a quem acompanha notícias de economia.

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3 ideias pra levar

1

Para o autor, a globalização teve três fases, e a atual seria movida por indivíduos conectados em rede.

2

Empresas ligadas em cadeias de produção globais teriam muito a perder numa guerra, o que, segundo o livro, pesa a favor da paz.

3

Críticos lembram que a maior parte do comércio e da comunicação ainda é local, e que fronteiras e línguas continuam importando.

“
Curiosidade aprende sozinha, e por isso rende mais que talento acomodado.
Uma ideia de O Mundo é Plano, nas palavras do 15 minutos

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Uma visita a Bangalore que virou livro

Thomas Friedman, colunista do jornal The New York Times, foi à Índia no começo dos anos 2000 para gravar um programa sobre tecnologia. Na cidade de Bangalore, conversou com executivos de uma grande empresa indiana de software e saiu de lá com a sensação de que as regras da economia tinham mudado sem que o público americano percebesse. A cena é boa para abrir a conversa porque mostra um repórter experiente admitindo que estava surpreso.

Um desses executivos disse que o campo de jogo estava sendo nivelado. Friedman tomou a frase ao pé da letra e a transformou em imagem: o mundo estava ficando plano, no sentido de que pessoas de lugares muito diferentes passavam a competir e colaborar em condições mais parecidas.

O livro, lançado em 2005, é a tentativa de explicar como isso aconteceu, o que significa e como indivíduos, empresas e países podem reagir. Tem tom de reportagem, cheio de entrevistas e viagens, e linguagem de coluna de jornal.

A tese é que a tecnologia da informação e a abertura de mercados diminuíram as distâncias, e que esse movimento beneficia quem souber aproveitá-lo.

Três fases da globalização

Para organizar a história, o autor divide a globalização em três períodos. A primeira, que começa com as grandes navegações, no fim do século quinze, e vai até cerca de 1800, foi movida por países. Quem tinha mais força e mais navios conquistava e comerciava. É um recorte didático, e como todo recorte, tem datas aproximadas e exceções.

A segunda fase, de 1800 até o ano 2000, foi movida por empresas. Companhias multinacionais conectaram mercados, primeiro com navios e trens e depois com telefones, computadores e cabos de fibra. A velocidade e o custo da comunicação foram caindo.

A terceira fase, que começa por volta do ano 2000, seria movida por indivíduos. Pela primeira vez, uma pessoa comum, com computador e internet, poderia colaborar e competir em escala global, independentemente do país onde mora.

Essa ideia de indivíduos globais é o coração do livro, e explica por que ele fala tanto de pequenas empresas, freelancers e jovens profissionais.

Os dez nivelados, parte um

O livro lista dez forças que teriam nivelado o campo. A primeira é a queda do Muro de Berlim em 1989, que abriu mercados e mudou a política, e a chegada do computador pessoal com janelas, que deixou o uso da máquina mais acessível. A segunda é a abertura de capital da Netscape em 1995, que popularizou a internet. Repare que o autor mistura fatos políticos, como o fim da Guerra Fria, com fatos tecnológicos, como o navegador de internet.

A terceira é o software de fluxo de trabalho: programas que permitem que diferentes sistemas conversem entre si. Com eles, uma tarefa pode ser dividida em partes, cada uma feita em um lugar, sem que o cliente perceba.

A quarta é a colaboração aberta, em que comunidades de voluntários produzem coisas como programas livres e enciclopédias on-line. Qualquer pessoa pode contribuir e se beneficiar.

Juntas, essas forças tornaram a comunicação mais barata e abriram a porta para trabalhar com pessoas de qualquer parte do planeta.

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Sobre Thomas L. Friedman

Thomas Friedman nasceu em 1953, nos Estados Unidos, e é colunista de política internacional do jornal The New York Times. Ganhou três prêmios Pulitzer por sua atuação como jornalista. Escreveu livros como De Beirute a Jerusalém e O Lexus e a Oliveira. O Mundo é Plano foi lançado em 2005 e se tornou um best-seller internacional.

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