15 minutos
Capa do resumo de Política: Para Não Ser Idiota

Economia e sociedade · 15 min

Política: Para Não Ser Idiota

Mario Sergio Cortella & Renato Janine Ribeiro · 2010

Para quem é

Pra você que diz que política não é com você, ou que cansou de reclamar do país e quer entender por que participar importa. Serve também para professores e estudantes que querem um texto curto para começar a conversa.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (15 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Ficar de fora das decisões do condomínio, da escola ou do bairro não é neutralidade: é entregar o voto a quem apareceu.

2

Cobrar ética dos políticos soa mais forte quando vem junto com a revisão dos pequenos jeitinhos do dia a dia.

3

Para os autores, a democracia vale pelo conflito que consegue administrar sem violência, e não pela ausência de divergência.

“
Reclamar da política no almoço de domingo e não ir à reunião do bairro é um jeito de ser idiota, no sentido grego.
Uma ideia de Política: Para Não Ser Idiota, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Um título provocador e um convite a conversar

O título deste livro parece xingamento, mas funciona como provocação com fundamento histórico. Os dois autores, o filósofo Mario Sergio Cortella e o professor de filosofia política Renato Janine Ribeiro, montaram uma conversa curta e acessível sobre política para quem acha que o assunto é chato, sujo ou coisa de outro mundo.

O formato de diálogo é parte da proposta. Em vez de um tratado, o leitor acompanha dois professores trocando ideias sobre o que é política, por que ela importa no dia a dia e o que significa participar. Isso torna a leitura leve, com tom de bate-papo de bar entre pessoas que estudaram o tema.

Neste resumo vamos percorrer as ideias centrais da obra com palavras nossas, sem copiar trechos, e depois fazer o balanço honesto do que ela entrega e do que deixa de fora.

De onde vem a palavra idiota

A chave do título está na Grécia antiga. Ali, a palavra que deu origem a idiota designava quem se ocupava só da vida privada, sem se interessar pelos assuntos da cidade. Não era xingamento de inteligência. Era a descrição de alguém que se recusava a participar das decisões que afetavam todos.

Os autores usam essa origem para mostrar que o problema não é falta de capacidade, e sim de envolvimento. Pode ser uma pessoa instruída, bem-sucedida e esperta, que mesmo assim vive como se o que acontece na rua, na escola e no hospital público não fosse da sua conta.

A ideia incomoda porque vira o espelho para o leitor. Quem diz que não gosta de política e que prefere cuidar da própria vida está, sem notar, em uma posição que os gregos veriam com desconfiança.

Pense num síndico que decide sozinho porque ninguém quer participar das assembleias. Os moradores reclamam depois, mas abriram mão do espaço quando ele existia. A analogia ajuda a ver que a palavra idiota, no sentido antigo, descreve uma escolha, e escolhas podem mudar.

Política não é só partido nem eleição

Um dos movimentos centrais do livro é ampliar o que se entende por política. Para muita gente, a palavra remete a candidato, propaganda e escândalo. A conversa dos autores insiste que a política é bem mais ampla: é o modo como uma comunidade decide o que fazer com aquilo que é comum.

Isso inclui a reunião do condomínio que escolhe se vai trocar o portão, o conselho da escola que decide como usar a verba, a associação de moradores que cobra a prefeitura por uma rua sem asfalto e a conversa em casa sobre quem faz o quê. Onde existe decisão sobre o que é de todos, existe política.

Essa visão tem consequência prática. Se política é só o que acontece em Brasília, o cidadão se sente impotente. Se é também o que acontece na vizinhança, ele percebe que já participa, bem ou mal, todos os dias.

Também ajuda a perceber que política envolve poder. Quem decide o horário do ônibus, o cardápio da merenda ou o valor de um imposto está exercendo poder sobre a vida de muita gente. Entender isso tira a política do plano abstrato e a coloca onde a pessoa pega fila, pega condução e paga conta.

Faltam 10 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Política: Para Não Ser Idiota e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Livros empilhados?📚 Apoios para livros a partir de R$ 15

Sobre Mario Sergio Cortella & Renato Janine Ribeiro

Mario Sergio Cortella é filósofo, escritor e professor brasileiro, com longa atuação na PUC de São Paulo e muitas obras sobre educação, ética e trabalho. Renato Janine Ribeiro é professor de ética e filosofia política da Universidade de São Paulo e autor de livros sobre política e democracia. Os dois são educadores e dialogam em formato de conversa neste livro de divulgação. Ele foi publicado no Brasil em 2010.

Explore