15 minutos
Capa do resumo de A Máquina do Caos: Como as Redes Sociais Reprogramaram Nossa Mente e Nosso Mundo

Economia e sociedade · 15 min

A Máquina do Caos: Como as Redes Sociais Reprogramaram Nossa Mente e Nosso Mundo

Max Fisher · 2022

Para quem é

Para quem quer entender por que as redes sociais prendem tanto e como isso afeta política, saúde mental e convivência. Também serve a pais, professores e jornalistas.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (16 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Segundo o livro, plataformas otimizadas para engajamento tendem a premiar o que prende, e conteúdos que provocam indignação costumam prender bastante.

2

Ser aplaudido pelo grupo por uma postagem raivosa ensina o usuário a repetir o comportamento e a endurecer o tom.

3

Boatos que chegam por pessoas de confiança, com tom urgente, têm mais chance de serem repassados sem checagem.

“
A pressa de reagir é justamente o que a rede recompensa, e segurar o dedo por dez minutos já desmonta parte do truque.
Uma ideia de A Máquina do Caos: Como as Redes Sociais Reprogramaram Nossa Mente e Nosso Mundo, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

A pergunta que o livro quer responder

Você já abriu o celular para ver uma mensagem e, quarenta minutos depois, estava discutindo com um desconhecido sobre um assunto que nem era seu? Max Fisher, repórter do jornal The New York Times, parte dessa experiência comum para fazer uma pergunta grande: as redes sociais apenas refletem a sociedade, como dizem as empresas, ou estão mudando a forma como pensamos e agimos?

A resposta que ele defende, depois de entrevistar engenheiros, pesquisadores e vítimas em vários países, é que as plataformas não são espelhos neutros. São sistemas desenhados para capturar atenção, e esse desenho produz efeitos coletivos que ninguém escolheu de forma consciente. O título do livro vem dessa imagem de uma máquina que, funcionando como foi projetada, gera caos como subproduto.

Vale lembrar que o livro é jornalismo investigativo, não um estudo científico fechado. Ele reúne histórias, entrevistas e pesquisas para sustentar um argumento, e convém lê-lo assim.

Engajamento: o combustível do negócio

Para entender a máquina, é preciso entender o modelo de negócio. As grandes plataformas oferecem o serviço de graça e ganham dinheiro com anúncios. Quanto mais tempo o usuário passa dentro, mais anúncios vê, e mais a empresa fatura. Por isso, o indicador que domina as reuniões internas é o engajamento: tempo de uso, curtidas, compartilhamentos, comentários.

Fisher mostra como esse objetivo moldou decisões de produto. Notificações, rolagem infinita, vídeos que começam sozinhos, contadores de curtidas. Cada recurso foi testado e mantido porque aumentava o tempo na tela, não porque melhorava a vida de quem usava. Engenheiros e designers relatam que o sucesso era medido em minutos a mais, e questionamentos sobre efeitos colaterais perdiam espaço para as metas.

No dia a dia brasileiro, isso aparece no grupo de família que apita o tempo todo e no feed que nunca acaba, convidando a ficar só mais um pouquinho.

Os dissidentes do Vale do Silício

O livro apresenta pessoas de dentro da indústria que passaram a alertar contra o modelo. Entre elas estão Tristan Harris, ex-designer do Google que ficou conhecido por criticar a lógica de capturar atenção, e Guillaume Chaslot, engenheiro que trabalhou no sistema de recomendação do YouTube e se incomodou com o que via.

Chaslot contou que o algoritmo era ajustado para aumentar o tempo de visualização, e que esse objetivo favorecia conteúdos extremos ou conspiratórios, que prendem mais. O sistema não tinha ideologia, apenas buscava o que fazia o usuário continuar assistindo. Segundo Fisher, o problema não era a intenção de ninguém, e sim a otimização cega de um número.

Esses relatos importam porque vêm de quem conhecia a engrenagem por dentro e, mesmo assim, teve dificuldade de mudar o curso dentro das empresas.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de A Máquina do Caos: Como as Redes Sociais Reprogramaram Nossa Mente e Nosso Mundo e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Livro completo

Gostou? Leia A Máquina do Caos: Como as Redes Sociais Reprogramaram Nossa Mente e Nosso Mundo inteiro

Em papel, direto na livraria — entrega rápida e preço de lá.

🛒 Comprar o livro completo

na Livrarias Curitiba

Livros empilhados?📚 Apoios para livros a partir de R$ 15

Sobre Max Fisher

Max Fisher é jornalista norte-americano e escreve para o jornal The New York Times, onde cobriu temas internacionais e tecnologia. Foi correspondente e colunista, e participou de reportagens sobre plataformas digitais e seus efeitos sociais. Seu livro The Chaos Machine foi publicado em 2022.

Explore