Duas maneiras de ter poder
Henry Timms e Jeremy Heimans começam com uma imagem. Existe um tipo de poder que funciona como uma moeda: poucas pessoas o acumulam, guardam e defendem. E existe outro que funciona como uma corrente de água: nasce da participação de muita gente, se espalha rápido e só dá resultado se for conduzido, e não acumulado. O primeiro eles chamam de velho poder, o segundo, de novo poder.
O velho poder é o de governos, grandes empresas, partidos tradicionais e instituições com hierarquia clara. Quem está no topo decide, e quem está embaixo obedece ou pede licença. É fechado, pesado e mira estabilidade. O novo poder, por sua vez, é aberto, participativo e movido por pares, o que lhe dá velocidade, mas também uma natureza instável.
O livro defende que entender essa diferença é a chave para ler o mundo atual, de campanhas políticas a empresas de tecnologia. Muitos conflitos de hoje, afirmam os autores, são menos entre esquerda e direita e mais entre os que querem manter o poder fechado e os que querem aproveitar o poder aberto.
