15 minutos
Capa do resumo de O Novo Poder

Economia e sociedade · 15 min

O Novo Poder

Henry Timms e Jeremy Heimans · 2018

Para quem é

Pra você que quer entender por que movimentos, aplicativos e campanhas ganham força tão rápido, e como líderes e empresas podem lidar com isso. Serve a gestores, ativistas e curiosos sobre tecnologia e política.

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3 ideias pra levar

1

Casos como o desafio do balde de gelo têm em comum um convite claro, uma forma simples de participar e a sensação de pertencimento.

2

O livro descreve uma escala em que participar vai de apenas consumir até ajudar a definir regras e ter parte da propriedade, e pergunta onde cada organização está.

3

Plataformas oferecem a infraestrutura da participação, mas podem concentrar poder sobre dados e regras, e por isso o livro defende transparência e responsabilidade.

“
Quem lidera pelo novo poder não manda, convida, e precisa dar motivos todos os dias para as pessoas ficarem.
Uma ideia de O Novo Poder, nas palavras do 15 minutos

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Duas maneiras de ter poder

Henry Timms e Jeremy Heimans começam com uma imagem. Existe um tipo de poder que funciona como uma moeda: poucas pessoas o acumulam, guardam e defendem. E existe outro que funciona como uma corrente de água: nasce da participação de muita gente, se espalha rápido e só dá resultado se for conduzido, e não acumulado. O primeiro eles chamam de velho poder, o segundo, de novo poder.

O velho poder é o de governos, grandes empresas, partidos tradicionais e instituições com hierarquia clara. Quem está no topo decide, e quem está embaixo obedece ou pede licença. É fechado, pesado e mira estabilidade. O novo poder, por sua vez, é aberto, participativo e movido por pares, o que lhe dá velocidade, mas também uma natureza instável.

O livro defende que entender essa diferença é a chave para ler o mundo atual, de campanhas políticas a empresas de tecnologia. Muitos conflitos de hoje, afirmam os autores, são menos entre esquerda e direita e mais entre os que querem manter o poder fechado e os que querem aproveitar o poder aberto.

Moeda contra corrente

A comparação central merece ser olhada com calma. Moeda é algo que se possui, que se guarda no cofre e que, uma vez ganho, é defendido com unhas e dentes. Quem tem muito poder nesse sentido investe em protegê-lo, e a organização funciona para preservar quem manda.

Corrente é algo que flui. Não se guarda, só se direciona. Um movimento que mobiliza milhares de pessoas pelo celular não é dono dessas pessoas, apenas consegue que a energia delas siga numa direção por algum tempo. O líder do novo poder não comanda, e sim convida, e precisa continuar dando motivos para que as pessoas permaneçam.

Essa lógica mudou o papel das lideranças. Antes, um chefe se sustentava por cargo e controle da informação. Agora, em muitos campos, quem lidera é quem consegue atrair e manter engajamento, e a legitimidade vem da participação. Isso vale para um youtuber, um candidato ou um fundador de aplicativo.

Os valores de cada lado

Os autores não descrevem só modelos, mas valores. Instituições de velho poder tendem a valorizar a hierarquia formal, o controle profissional da informação, a representação por intermediários e a lealdade de longo prazo. Esperam que o público consuma o que é entregue e confie nos especialistas.

As iniciativas de novo poder preferem formas informais e em rede de se organizar, uma transparência radical, a cultura do faça você mesmo e uma ligação de curto prazo e condicional. A pessoa participa enquanto sente que vale a pena e sai quando não sente mais. Essa fidelidade frágil exige que os líderes renovem a cada dia o motivo para ficar.

É importante notar que esses valores aparecem misturados na vida real. Um banco tradicional pode adotar métodos colaborativos, e um aplicativo moderno pode ser dirigido por poucos executivos de modo bem fechado. O livro propõe a distinção como uma lente, e não como uma etiqueta rígida.

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Sobre Henry Timms e Jeremy Heimans

Henry Timms foi diretor-executivo do 92nd Street Y, em Nova York, e é um dos criadores do #GivingTuesday, movimento de doações e generosidade. Jeremy Heimans é cofundador da Purpose, organização de impacto social, e participou da criação de iniciativas de mobilização como a Avaaz e a GetUp. O livro foi publicado em 2018 e combina a experiência prática dos dois com exemplos de empresas e movimentos.

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