Um livro que lê como romance
O lobo de Wall Street é a autobiografia de Jordan Belfort, ex-corretor da Bolsa americana que ficou rico vendendo ações por telefone e acabou condenado por fraude. Publicado em 2007, ele se lê como um romance de ação: festas, dinheiro, drogas, golpes, perseguição policial e queda. O filme de Martin Scorsese, de 2013, popularizou ainda mais a história.
Esse sucesso tem um risco. O livro é narrado pelo próprio protagonista, que conta tudo com humor, orgulho e exagero. Quem lê sem cuidado pode sair com a impressão de que o enredo é uma aventura divertida, quando na verdade descreve um esquema que lesou muitas pessoas comuns.
Neste resumo, a história é contada com distância crítica. Vale lembrar que os fatos centrais, como a empresa, as condenações e as penas, são documentados, mas muitos detalhes vêm da memória e do estilo narrativo do autor, e parte deles não é verificável.
