Um homem quase esquecido, e por que ele importa
O livro começa com um paradoxo. Alexander von Humboldt, nascido na Prússia em 1769, foi no século 19 um dos homens mais famosos do mundo, comparado a Napoleão em fama, e hoje a maior parte das pessoas mal sabe quem ele foi. Em 1869, no centenário do seu nascimento, cidades do mundo inteiro fizeram festas e desfiles em sua homenagem, de Nova York a Berlim.
Wulf afirma que Humboldt é esquecido porque as ideias dele foram absorvidas pela cultura a ponto de parecerem senso comum. A noção de que a natureza é uma rede de relações em que tudo se conecta, de que desmatar afeta o clima, de que ecossistemas são sistemas, vem em boa parte dele. Também pesou a rejeição a tudo que era alemão depois das guerras mundiais.
A tese do livro é que ele foi o inventor da maneira como pensamos a natureza hoje, e que reaprender essa história ajuda a entender de onde vêm as nossas preocupações ambientais.
