Um corredor que virou vendedor de tênis
Phil Knight competia como meio-fundista pela Universidade do Oregon nos anos 1950, sem nunca ter sido um talento de ponta. O treinador dele, Bill Bowerman, era obcecado pelo peso do tênis de cada atleta, e vivia cortando e remendando os pares dos alunos, convencido de que poucos gramas a menos valiam quilos a menos de cansaço numa prova longa.
Na época, o mercado de tênis de corrida era dominado por marcas alemãs, principalmente a Adidas, numa espécie de monopólio que deixava pouco espaço pra empresa nova nos Estados Unidos. Já formado, Knight fez um MBA em Stanford, onde um professor pediu aos alunos um trabalho sobre montar um negócio a partir de algo que eles realmente gostassem.
Knight escreveu sobre uma ideia que parecia maluca pra um aluno de administração: importar tênis de corrida baratos e bem feitos do Japão, do mesmo jeito que câmeras japonesas já disputavam espaço com as alemãs. O trabalho ficou guardado numa gaveta por meses, até virar o motor de uma viagem que ele bancou sozinho, sem saber que estava prestes a fundar uma empresa.
