15 minutos
Capa do resumo de A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike

Negócios · 15 min

A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike

Phil Knight · 2016

Para quem é

Pra quem já pensou em abrir um negócio pequeno e sente que falta dinheiro, coragem ou sorte pra isso dar certo. A história de Phil Knight mostra que a empresa que virou a Nike quase quebrou várias vezes antes de dar certo, e que sobreviver ao aperto financeiro foi tão importante quanto ter uma boa ideia.

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3 ideias pra levar

1

Vender bem e ter caixa sobrando são coisas completamente diferentes; muita empresa boa quebra de tanto crescer rápido demais sem dinheiro pra sustentar o próprio sucesso.

2

Um sócio que discorda de você às vezes, mas domina um lado técnico que você não tem, costuma valer mais do que um sócio que só concorda com tudo que você propõe.

3

Contratar gente que acredita na missão, mesmo sem currículo perfeito, costuma segurar a empresa nos momentos em que só lealdade explica alguém continuar trabalhando sem receber direito.

“
Uma das maiores marcas esportivas do mundo começou com um rapaz inventando, numa reunião no Japão, o nome de uma empresa que ainda nem existia.
Uma ideia de A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike, nas palavras do 15 minutos

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Um corredor que virou vendedor de tênis

Phil Knight competia como meio-fundista pela Universidade do Oregon nos anos 1950, sem nunca ter sido um talento de ponta. O treinador dele, Bill Bowerman, era obcecado pelo peso do tênis de cada atleta, e vivia cortando e remendando os pares dos alunos, convencido de que poucos gramas a menos valiam quilos a menos de cansaço numa prova longa.

Na época, o mercado de tênis de corrida era dominado por marcas alemãs, principalmente a Adidas, numa espécie de monopólio que deixava pouco espaço pra empresa nova nos Estados Unidos. Já formado, Knight fez um MBA em Stanford, onde um professor pediu aos alunos um trabalho sobre montar um negócio a partir de algo que eles realmente gostassem.

Knight escreveu sobre uma ideia que parecia maluca pra um aluno de administração: importar tênis de corrida baratos e bem feitos do Japão, do mesmo jeito que câmeras japonesas já disputavam espaço com as alemãs. O trabalho ficou guardado numa gaveta por meses, até virar o motor de uma viagem que ele bancou sozinho, sem saber que estava prestes a fundar uma empresa.

A volta ao mundo que virou plano de negócio

Em 1962, antes de se acomodar num emprego fixo, Knight convenceu o pai a bancar uma volta ao mundo, vendendo a viagem como um último passeio antes da vida adulta. Na real, ele já carregava o trabalho da faculdade na mala, e o destino que mais importava na rota era uma parada no Japão.

Em Kobe, foi sozinho até a fábrica da Onitsuka, empresa japonesa que fabricava o tênis Tiger, e pediu uma reunião com os executivos. Sem experiência nenhuma e sem empresa de verdade por trás dele, Knight inventou ali, na hora, o nome de uma distribuidora que ainda não existia: Blue Ribbon Sports.

Os japoneses, impressionados com a segurança do rapaz americano, fecharam o direito de ele distribuir os tênis Tiger na parte oeste dos Estados Unidos. Knight voltou pra casa com uma amostra de sapatos debaixo do braço e uma responsabilidade inventada numa sala de reunião, sem capital, sem escritório e sem plano nenhum além da própria coragem.

Vendendo tênis do porta-malas do carro

As primeiras caixas de tênis Tiger chegaram por navio, e Knight não tinha loja nem vendedor: dirigia até competições de atletismo pelo interior do Oregon e vendia os pares direto do porta-malas do carro pros próprios corredores e treinadores.

Enquanto a distribuidora engatinhava, Knight manteve um emprego fixo como contador numa grande empresa de auditoria, tocando a Blue Ribbon Sports à noite e nos fins de semana. Foi assim, sem largar a segurança do salário fixo, que sustentou os primeiros anos de prejuízo quase certo de todo negócio novo.

Bill Bowerman entrou como sócio pouco depois, comprando uma parte pequena da distribuidora, e passou a mexer nos tênis Tiger que recebia, tentando deixar o solado mais leve e mais aderente pros atletas de pista. Foi o início de uma parceria em que o ex-treinador virava, sem perceber, o departamento de pesquisa da empresa.

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Sobre Phil Knight

Phil Knight nasceu em 1938, em Portland, no estado americano do Oregon, e correu como meio-fundista na Universidade do Oregon sob o treinador Bill Bowerman. Formou-se em administração e fez um MBA na Stanford Graduate School of Business, onde escreveu um trabalho sobre importar tênis de corrida do Japão pra vender nos Estados Unidos. Em 1964 fundou, com Bowerman, a distribuidora que mais tarde viraria a Nike, empresa que ele presidiu por décadas antes de se afastar do cargo de presidente do conselho em 2016, ano em que publicou A Marca da Vitória contando a própria trajetória. Hoje é reconhecido como um dos homens mais ricos dos Estados Unidos e um grande doador para universidades e hospitais.