Um médico que vira paciente
Paul Kalanithi estava a poucos meses de terminar uma das formações mais exigentes da medicina, a de neurocirurgião, quando começou a emagrecer, a tossir e a sentir dores nas costas. Ele sabia como funcionavam os hospitais por dentro, mas não imaginava que logo ocuparia a cama em vez de ficar ao lado dela.
O diagnóstico veio aos trinta e seis anos: câncer de pulmão em estágio avançado, em alguém que nunca tinha fumado. Em uma frase, o futuro que ele havia planejado por décadas se desfez. O livro nasce dessa virada, e conta como um homem treinado para salvar vidas aprende a olhar para a própria finitude.
A obra foi publicada depois da sua morte e é dividida em duas partes: a primeira conta como ele chegou até ali, e a segunda trata da doença. Entre uma e outra, a pergunta que guia tudo é simples e enorme: o que torna uma vida digna de ser vivida quando o tempo encurta?
