Um livro sobre o vazio de uma época
Quando Rollo May publicou este livro, em 1953, o mundo saía de uma guerra mundial e entrava na era da bomba atômica e da prosperidade americana. Havia emprego, casa própria e geladeira nova. Mesmo assim, os consultórios se enchiam de gente que não sabia dizer o que doía.
O ponto de partida do autor é essa observação clínica. Os pacientes já não chegavam apenas com sintomas dramáticos. Muitos diziam que estavam vazios, sem vontade, sem rumo, como se vivessem de longe a própria vida. A queixa não era um sofrimento específico, e sim a falta de sentido.
A tese é que o ser humano moderno perdeu o contato com a própria identidade. Ele sabe que papel desempenha, mas não sabe quem é. Todo o livro tenta descrever como isso aconteceu, o que significa e o que pode ser feito, sempre dentro da corrente da psicologia existencial.
