O vídeo do basquete e o gorila
Em 1999, na Universidade Harvard, dois pesquisadores mostraram a voluntários um vídeo curto de duas equipes passando bola de basquete, uma de camisa branca e outra de preta. A tarefa era contar quantos passes o time branco fazia. Parecia fácil, e as pessoas se concentravam.
No meio da cena, uma pessoa fantasiada de gorila atravessava a quadra, parava no centro, batia no peito e saía, depois de uns nove segundos. Quando perguntaram se tinham visto algo estranho, cerca de metade dos participantes respondeu que não. Muitos nem acreditaram quando reviram o vídeo.
Esse é o ponto de partida do livro: nós achamos que vemos tudo que está diante dos olhos, mas a atenção funciona como lanterna. Só enxerga bem o que está sob a luz. Os autores usam essa cena para abrir uma série de ilusões do cotidiano, todas ligadas a como a gente pensa que a própria mente funciona.
