O que Norwood chama de amar demais
Para Robin Norwood, amar demais não é uma questão de intensidade do sentimento, é um jeito específico de se relacionar: a mulher fica presa num parceiro que machuca, ignora ou decepciona, e em vez de sair, ela aumenta o esforço. Ela explica mais, perdoa mais, tenta de outro jeito, como se o problema fosse não ter tentado o suficiente ainda.
O nome do livro é quase enganoso, porque o que a autora descreve não é excesso de amor, é escassez de limite. A mulher confunde a dor de aguentar com a prova de que o sentimento é grande; quanto mais ela sofre pela relação, mais convencida fica de que aquilo vale a pena.
Norwood chega a essa definição depois de anos numa clínica de tratamento de dependência química na Califórnia, onde percebeu um padrão repetido entre as pacientes: relação após relação com homens indisponíveis, viciados ou fechados emocionalmente.
