Amor não é só sentimento, é um impulso do cérebro
O ponto de partida do livro é simples e incomodo: paixão não é só uma emoção bonita, é um impulso básico do corpo, parecido com fome ou sede. Fome empurra você a procurar comida. Sede empurra você a procurar água. O amor romântico, segundo a pesquisa, empurra a pessoa a buscar uma parceira ou parceiro específico, e só aquele, com uma urgência que não obedece direito à razão.
Isso explica por que dá pra ficar sem apetite, sem sono e sem concentração no trabalho por causa de uma pessoa só. Não é frescura nem falta de força de vontade: é um sistema motivacional do cérebro ligado, competindo com qualquer outra prioridade do dia, inclusive o boleto que vence amanhã.
Pensa no colega que troca o intervalo do almoço por três voltas no quarteirão só pra passar perto da mesa de quem ele gosta. Do lado de fora parece bobagem adolescente. Por dentro, é o mesmo tipo de circuito que faz alguém correr atrás de um prato de comida depois de um dia inteiro sem comer.
