O que o Laboratório do Amor descobriu
John Gottman passou décadas observando casais de verdade, não em entrevista de consultório, mas dentro de um apartamento de pesquisa montado como uma casa comum, onde os casais passavam um fim de semana sendo filmados e monitorados enquanto viviam o cotidiano deles. Esse espaço ficou conhecido como Laboratório do Amor.
Em vez de perguntar aos casais o que eles achavam que fazia um casamento funcionar, a equipe de Gottman media o corpo: batimento cardíaco, suor na pele, tom de voz, enquanto o casal conversava sobre um problema real, tipo dividir conta ou organizar a criação dos filhos. Anos depois, ele voltava a procurar os mesmos casais pra saber quem continuava junto e quem tinha se separado.
Com esse acompanhamento de longo prazo, Gottman chegou a afirmar que conseguia estimar, assistindo poucos minutos de uma conversa sobre um problema comum, se aquele casamento tendia ao divórcio. Essa estimativa virou a marca do livro, mas também é o ponto mais contestado da obra, como mostra a seção de crítica mais à frente.
