Duas línguas, o mesmo idioma
Tannen propõe um ponto de partida que muda tudo: pensar na conversa entre homens e mulheres como um encontro entre duas culturas diferentes, não como um teste de quem está certo. Assim como um paulistano e um gaúcho usam a mesma língua com sotaques e costumes distintos, homens e mulheres, segundo a autora, aprendem desde crianças, em grupos de amigos majoritariamente do mesmo sexo, jeitos diferentes de usar a fala.
Isso não é sobre um jeito ser melhor que o outro. É sobre reconhecer que, quando a conversa emperra, o motivo raramente é falta de amor: é que um lado segue um roteiro de conversa e o outro segue outro, sem perceber que o roteiro nem é o mesmo.
Pensar em termos de cultura tira o peso de culpa da discussão. Em vez de perguntar por que ele não me entende, a pergunta vira que roteiro cada um está seguindo aqui, e onde eles se cruzam errado.
