A pergunta que muda o motivo de casar
Quase todo mundo casa esperando ser feliz, e não tem nada de errado nisso. O problema, segundo Gary Thomas, é tratar a felicidade como o único motivo válido pro casamento, porque aí qualquer fase seca vira prova de que a relação errou e um convite pra desistir. Casamento Sagrado nasce de uma pergunta incômoda: e se o casamento existir mais pra nos tornar pessoas melhores do que pra nos deixar sempre contentes?
Isso não significa que o autor seja contra a felicidade dentro do casamento. Significa que, pra ele, ela vem como consequência de um processo mais lento: o de dois adultos aprendendo, na prática, a sair do centro do próprio umbigo. Um casamento que só existe pra deixar os dois confortáveis o tempo todo tende a quebrar na primeira crise séria.
Pensa numa pessoa que trabalha de carteira assinada há vinte anos na mesma empresa. Ela não ficou só nos dias em que o chefe elogiou o trabalho; ficou também nos dias ruins, porque enxergava um propósito maior do que o humor da semana. Thomas propõe olhar o casamento com essa mesma lente.
