15 minutos
Capa do resumo de Moby Dick

Ficção · 15 min

Moby Dick

Herman Melville · 1851

Para quem é

Pra quem ouviu falar do capitão Ahab e da baleia branca, mas nunca encarou o clássico. Serve também pra quem já viu um chefe ou um colega sacrificar tudo por uma meta e quer entender essa engrenagem pela literatura.

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3 ideias pra levar

1

Ahab não ordena a caça: ele a vende, com ouro, discurso e brinde, e obsessão embalada assim se espalha como moda.

2

Nos três dias de perseguição, cada fracasso vira motivo pra tentar de novo: obsessão não aprende, só aumenta a aposta.

3

Para o livro, o branco da baleia assusta menos por ser feio e mais por ser vazio: cada um enxerga ali o que mais teme.

“
Estranho na primeira hora, parceiro na segunda: dividir o mesmo teto derruba muito preconceito.
Uma ideia de Moby Dick, nas palavras do 15 minutos

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Um narrador em busca de mar

A história é contada por Ismael, um jovem sem dinheiro e sem rumo, que se descreve como alguém tomado por uma tristeza que aparece sempre que a vida fica cinza. A receita dele é antiga: ir pro mar. Em vez de passageiro, quer embarcar como marinheiro comum, porque assim recebe pra trabalhar em vez de pagar pra viajar.

Ele sai de Manhattan e vai até a cidade portuária de New Bedford, de onde partem os navios de caça à baleia. É meados do século dezenove, e essa caça era uma indústria enorme: o óleo iluminava casas e lubrificava máquinas, mais ou menos como o petróleo faria depois. Pense num porto brasileiro onde todo mundo vive, de um jeito ou de outro, de uma mesma commodity.

Ismael avisa logo que o livro será estranho: tem aventura, mas também ciência, religião, humor e filosofia, tudo misturado. Quem entra esperando só uma caçada vai se surpreender com a quantidade de desvios que a viagem faz.

A cama dividida com Queequeg

Na hospedaria, o dono avisa que só sobrou uma cama e que Ismael vai ter de dividi-la com um arpoador que ainda não voltou. Quando o homem chega, é um polinésio enorme, tatuado, de aspecto assustador, que vende cabeças humanas embalsamadas. Ismael quase foge.

O arpoador se chama Queequeg, vem de uma ilha distante, é filho de um chefe e deixou o lugar pra conhecer o mundo dos cristãos. Fuma cachimbo na cama, reza diante de um ídolo de madeira, e Ismael percebe, aos poucos, que se trata de um homem muito mais digno do que muita gente de bom sobrenome.

Os dois se tornam amigos inseparáveis, a ponto de Ismael se considerar casado com ele. A amizade serve de contraponto à brutalidade do resto do livro e derruba um preconceito de cada vez: mostra como a convivência desmonta o medo do diferente.

O sermão de Jonas e a partida

Antes de embarcar, Ismael entra numa capela e ouve o padre Mapple, antigo baleeiro, falar sobre Jonas, o profeta que fugiu da missão que recebeu de Deus e foi engolido por um grande peixe. O sermão trata de obediência, medo e arrependimento e anuncia o tom religioso e trágico da viagem.

Em Nantucket, Ismael e Queequeg se apresentam a Peleg e Bildad, dois quakers aposentados que são donos de partes do navio Pequod e escolhem a tripulação. Ninguém ali tem salário fixo: cada marinheiro recebe uma fatia do lucro, e a de Ismael é minúscula. Se o barco não pescar, ninguém ganha.

Um estranho chamado Elias avisa, em tom de enigma, que o capitão do navio é um homem perigoso e que eles vão se arrepender. Ismael ignora. O leitor, já alertado pelo sermão e pela profecia, entra no navio sabendo que a história pode acabar mal.

Faltam 10 seções e o quiz

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Sobre Herman Melville

Herman Melville nasceu em Nova York em 1819 e morreu em 1891. Ainda jovem, embarcou num baleeiro e viveu aventuras no Pacífico que alimentaram seus primeiros livros, como Typee, de 1846. Moby Dick saiu em 1851 e vendeu mal, e ele passou boa parte da vida trabalhando como fiscal de alfândega em Nova York. Só décadas depois da morte dele, nos anos 1920, o livro foi redescoberto e passou a ser visto como um dos grandes romances da língua inglesa.

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Categoria:
Ficção