A solidão de quem teve pais presentes e ausentes ao mesmo tempo
Há um tipo de infância que não aparece em nenhum boletim de ocorrência. Os pais estavam em casa, pagavam as contas, iam à reunião da escola. Mesmo assim, o filho cresceu com a sensação de que ninguém realmente o escutava. A psicóloga Lindsay Gibson escreveu este livro para quem se reconhece nesse retrato.
A ideia central é a de imaturidade emocional. Pais emocionalmente imaturos não são necessariamente cruéis ou violentos. O problema é que lidam mal com os próprios sentimentos e, por isso, lidam mal com os dos filhos: reagem demais, se fecham, criticam, ou simplesmente não percebem o que o filho está passando.
O resultado, segundo o livro, é uma solidão emocional silenciosa, difícil de nomear. O filho aprende que seus sentimentos incomodam, e passa a se virar sozinho. Na vida adulta, essa marca pode aparecer como dificuldade de pedir ajuda, de confiar ou de saber o que quer.
