A casa em que sempre tem briga
O livro parte de uma queixa quase universal: duas ou mais crianças na mesma casa disputam o brinquedo, o assento do carro, o último pedaço de bolo e, principalmente, a atenção dos adultos. Os pais acabam como juízes cansados, tentando descobrir quem começou. Quem tem dois ou três filhos conhece o roteiro: tudo começa por uma bobagem, vira choro, vira grito, e o jantar esfria enquanto os adultos tentam reconstruir o que aconteceu.
As autoras afirmam que a rivalidade entre irmãos é natural, e que o objetivo não é eliminá-la por completo, e sim reduzir o estrago e ensinar as crianças a conviverem. Brigar um pouco faz parte, ferir sistematicamente não.
O tom do livro é prático e acolhedor. Ele não promete irmãos perfeitos, e sim lares mais calmos e filhos que aprendem a lidar com o conflito sem ódio.
