15 minutos
Capa do resumo de Irmãos sem Rivalidade

Família e filhos · 15 min

Irmãos sem Rivalidade

Adele Faber e Elaine Mazlish · 1987

Para quem é

Pra pais, mães, avós e cuidadores que vivem no meio de brigas de irmãos e já perderam a conta de quantas vezes gritaram de volta. Serve também a quem cresceu com a sensação de que o irmão era o preferido e quer evitar repetir isso com os próprios filhos.

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3 ideias pra levar

1

Tratar os filhos de modo igual não é o mesmo que tratá-los com justiça: cada um precisa do que é seu, no momento em que precisa.

2

Quando o adulto vira juiz de toda briga, a rivalidade ganha um prêmio, que é a atenção de quem julga.

3

Para as autoras, reconhecer o sentimento negativo de uma criança sem corrigi-lo tende a esvaziar o ciúme mais rápido do que mandar gostar do irmão.

“
Dar mais a quem precisa mais, na hora em que precisa, costuma ser mais justo do que cortar tudo ao meio.
Uma ideia de Irmãos sem Rivalidade, nas palavras do 15 minutos

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A casa em que sempre tem briga

O livro parte de uma queixa quase universal: duas ou mais crianças na mesma casa disputam o brinquedo, o assento do carro, o último pedaço de bolo e, principalmente, a atenção dos adultos. Os pais acabam como juízes cansados, tentando descobrir quem começou. Quem tem dois ou três filhos conhece o roteiro: tudo começa por uma bobagem, vira choro, vira grito, e o jantar esfria enquanto os adultos tentam reconstruir o que aconteceu.

As autoras afirmam que a rivalidade entre irmãos é natural, e que o objetivo não é eliminá-la por completo, e sim reduzir o estrago e ensinar as crianças a conviverem. Brigar um pouco faz parte, ferir sistematicamente não.

O tom do livro é prático e acolhedor. Ele não promete irmãos perfeitos, e sim lares mais calmos e filhos que aprendem a lidar com o conflito sem ódio.

Por que a rivalidade nasce

Uma imagem famosa do livro explica o ciúme do primogênito. Imagine que seu marido ou sua esposa chegasse em casa e dissesse que gosta tanto de você que trouxe mais uma pessoa pra morar junto, e que vocês vão se dar muito bem. É mais ou menos assim que o filho mais velho se sente com a chegada do bebê.

A disputa envolve também a luta por espaço, brinquedos e, principalmente, amor. Cada criança, em algum nível, quer saber se é amada o suficiente e se há o bastante para todos. Quando a resposta não parece clara, entra a competição. Em famílias pobres, a disputa pode envolver coisas concretas, como o único ventilador do quarto ou a cama de cima do beliche, e o recurso escasso torna a comparação ainda mais dolorosa.

Entender isso muda o olhar. O irmão que provoca não é só malvado; está pedindo reasseguro de que continua importante.

Em ocasiões de ciúme com o bebê novo

Quando chega um irmão pequeno, o mais velho precisa de atenção redobrada. As autoras sugerem preparar a criança com antecedência, deixar que ela ajude em tarefas pequenas, sem sobrecarregar, e reservar um tempo só dela durante o dia.

Também é útil reconhecer que ela sente falta de ser o centro das atenções. Dizer que a vida mudou, que às vezes é chato dividir os pais e que o amor por ela continua intacto ajuda mais do que pedir que seja um bom irmão mais velho.

Visitas que só olham o bebê e esquecem a criança maior, comentários do tipo agora você já é grande e brincadeiras sobre devolver o neném merecem cuidado, porque ferem sem perceber.

Faltam 13 seções e o quiz

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Sobre Adele Faber e Elaine Mazlish

Adele Faber e Elaine Mazlish são escritoras e educadoras norte-americanas que se tornaram conhecidas por oficinas para pais sobre comunicação com os filhos. Foram influenciadas pelo psicólogo infantil Haim Ginott e escreveram juntas outros livros de sucesso, como Como Falar para Que Seus Filhos Escutem. O estilo delas combina exercícios, histórias de pais reais e quadrinhos com situações do dia a dia. Irmãos sem Rivalidade foi publicado em 1987 e virou referência no tema.

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