15 minutos
Capa do resumo de O Brincar e a Realidade

Família e filhos · 15 min

O Brincar e a Realidade

D. W. Winnicott · 1971

Para quem é

Pra pais, educadores e curiosos que querem entender por que o brincar é coisa séria e por que a criança se agarra a um paninho ou a um ursinho. Serve também pra adultos que sentem a vida meio automática e querem recuperar a criatividade.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (13 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Uma separação feita em doses pequenas ensina a lidar com a falta, e um objeto querido pode ajudar nessa travessia.

2

Quem cresceu sem ser visto direito tende a viver checando o rosto dos outros para saber se pode ser quem é.

3

Para o autor, a criança que brinca organiza medos e desejos num terreno seguro, e não só passa o tempo.

“
O paninho esfarrapado que a criança não larga é uma ponte entre o colo de ontem e o mundo de amanhã.
Uma ideia de O Brincar e a Realidade, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Um pediatra que virou psicanalista

O Brincar e a Realidade reúne ensaios de Winnicott e saiu em 1971, pouco antes da morte do autor. Ele não escrevia como um teórico distante. Falava como quem atendeu milhares de bebês e mães em consultório e anotou, com atenção rara, o que via acontecer entre eles.

A pergunta que atravessa o livro é simples: onde mora a vida cultural de uma pessoa, aquilo que faz alguém criar, brincar, rezar, fazer música ou apreciar arte? Para Winnicott, essa vida não fica nem dentro da cabeça, nem no mundo lá fora, mas numa área especial entre os dois.

Para chegar nessa área, ele parte de algo que parece banal: o paninho que a criança não larga. A partir desse objeto, constrói uma teoria sobre como o ser humano aprende a viver entre fantasia e realidade.

O objeto transicional

Quem tem filho ou sobrinho conhece a cena: a criança que não dorme sem a fralda velha, o ursinho puído, o cantinho do cobertor que cheira a casa. Winnicott chamou isso de objeto transicional, o primeiro bem que o bebê sente como seu e que não é nem ele nem a mãe.

Esse objeto é uma ponte. O bebê vive no começo uma união quase total com quem cuida dele. Aos poucos, precisa perceber que a mãe é outra pessoa, que às vezes vai embora. O paninho ajuda a atravessar essa separação, pois traz o conforto dela sem que ela esteja ali.

Winnicott pede que os adultos respeitem esse objeto. Não se pergunta de onde veio, não se lava sem necessidade, não se tira. A criança decide quando ele perde a importância, e isso acontece devagar, sem drama, quando o interesse vai para outros lugares.

Ilusão, desilusão e a mãe suficientemente boa

No começo, o bebê tem a impressão de criar aquilo de que precisa. Chora de fome e o seio aparece, como se ele o tivesse feito surgir. Winnicott acha essa ilusão necessária. Uma mãe que se adapta bem às necessidades do bebê nas primeiras semanas dá a ele a sensação de poder.

Com o tempo, essa adaptação diminui, porque a mãe volta a ter sua própria vida, e o bebê vai descobrindo que o mundo não obedece ao desejo dele. É uma desilusão gradual. Se ela vem na dose certa, a criança aprende a lidar com a frustração sem desabar.

Daí a expressão famosa: mãe suficientemente boa. Não precisa ser perfeita, só atenta e disponível o bastante. Falhar um pouco é até bom. A mãe que se esforça demais para evitar qualquer frustração impede o filho de desenvolver recursos próprios, e a que falha demais assusta.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de O Brincar e a Realidade e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Vai ouvir o resumo?🎧 Fone sem fio a partir de R$ 20

Sobre D. W. Winnicott

Donald Winnicott nasceu em 1896, em Plymouth, na Inglaterra, e se formou em medicina. Trabalhou por décadas como pediatra no Paddington Green Children's Hospital, em Londres, e foi também psicanalista. Atendeu milhares de mães e bebês, escreveu para o grande público e participou de programas de rádio sobre criação de filhos. Morreu em 1971, ano da publicação de O Brincar e a Realidade.

Explore

Faz parte das Jornadas:
Infância e vínculos