15 minutos
Capa do resumo de Crianças francesas não fazem manha

Família e filhos · 15 min

Crianças francesas não fazem manha

Pamela Druckerman · 2012

Para quem é

Pra pais e mães cansados de birra, de refeição virando negociação e de noites sem dormir que querem ideias práticas de outra cultura. Também serve para quem gosta de crônica de costumes bem-humorada.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (15 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Hora certa para comer funciona como treino de paciência: quem aprende a esperar a refeição aprende a esperar outras coisas.

2

Firmeza e liberdade não competem: um limite bem desenhado deixa espaço para a criança escolher dentro dele.

3

Boa parte do jeito francês de educar depende de estrutura pública, e por isso copiar só a atitude tem alcance limitado.

“
Esperar um pouco antes de acudir ensina a criança a se acalmar por conta própria.
Uma ideia de Crianças francesas não fazem manha, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Uma americana de olho no restaurante parisiense

Tudo começa com uma cena banal. A autora, jornalista americana que foi morar em Paris, almoça num restaurante e repara que as crianças das mesas vizinhas ficam sentadas, comem entrada, prato e sobremesa, conversam baixo e não jogam comida no chão. Nada de tablet, nada de birra, nada de pai suplicando.

Ela estava grávida, depois virou mãe de uma bebê, e a comparação com os amigos de fora do país a incomodava. Em casa, o jantar era negociação, o supermercado era campo de batalha e a rotina girava em torno do humor da criança. Em Paris, a impressão era de que os adultos mandavam sem gritar.

O livro nasce dessa curiosidade e se organiza como reportagem de uma mãe observadora: conversas com pediatras, professoras, avós e vizinhas, mais as próprias tentativas e erros. Vale já avisar que é um retrato de um grupo específico, a classe média urbana francesa, e não uma lei universal da infância.

A pausa antes de correr pro berço

A primeira ideia que a autora encontra é a pausa. Quando o bebê choraminga à noite, muitos pais franceses esperam alguns minutos antes de agir, observando se ele só está passando de um ciclo de sono para outro. Se ele se acalma sozinho, ótimo; se o choro continua e fica claro, aí sim a resposta vem.

Por trás da pausa existe uma crença sobre a criança: ela é capaz de aprender, desde muito cedo, a se acalmar sem depender de um adulto o tempo todo. Acudir no primeiro gemido, nessa visão, rouba do bebê a chance de descobrir que consegue voltar a dormir.

A pausa não é abandono nem método de deixar chorar até cansar. É um intervalo curto de observação, que pede olhar atento ao tipo de choro. No Brasil, onde a avó ou a vizinha logo opina, vale lembrar que cada bebê é diferente e que o pediatra deve orientar o que é seguro para a idade.

Dormir a noite toda como habilidade que se ensina

No relato do livro, muitos bebês franceses passam a dormir a noite inteira por volta dos dois ou três meses, o que as mães chamam de fazer suas noites. Para a autora, que vinha de uma conversa em que os pais americanos falavam de olheiras como troféu, isso soou quase como mentira.

A explicação que ela colhe é prática: dormir é tratado como uma habilidade a ser apresentada com calma, não como um dom do temperamento. Horários parecidos todos os dias, o hábito de colocar o bebê para dormir ainda acordado e a pausa da noite formam um conjunto que ajuda o corpo a se organizar.

Mas atenção: bebê não é relógio, e recomendações de sono mudam com a idade e a saúde. Há famílias para quem esse ritmo funciona logo, outras que vivem meses de noites difíceis por refluxo, cólica ou simples temperamento. O livro conta o que os franceses fazem, não oferece garantia.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Crianças francesas não fazem manha e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Quer fixar o que leu?✏️ Cadernos de leitura a partir de R$ 37

Sobre Pamela Druckerman

Pamela Druckerman é uma jornalista americana que vive em Paris. Escreveu para veículos como o The New York Times e o The Wall Street Journal. Antes deste livro, publicou Lust in Translation, sobre infidelidade em vários países. Crianças francesas não fazem manha, lançado originalmente como Bringing Up Bébé, virou best-seller internacional.

Explore