Uma americana de olho no restaurante parisiense
Tudo começa com uma cena banal. A autora, jornalista americana que foi morar em Paris, almoça num restaurante e repara que as crianças das mesas vizinhas ficam sentadas, comem entrada, prato e sobremesa, conversam baixo e não jogam comida no chão. Nada de tablet, nada de birra, nada de pai suplicando.
Ela estava grávida, depois virou mãe de uma bebê, e a comparação com os amigos de fora do país a incomodava. Em casa, o jantar era negociação, o supermercado era campo de batalha e a rotina girava em torno do humor da criança. Em Paris, a impressão era de que os adultos mandavam sem gritar.
O livro nasce dessa curiosidade e se organiza como reportagem de uma mãe observadora: conversas com pediatras, professoras, avós e vizinhas, mais as próprias tentativas e erros. Vale já avisar que é um retrato de um grupo específico, a classe média urbana francesa, e não uma lei universal da infância.
