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Capa do resumo de Como Falar para Seu Filho Ouvir e Como Ouvir para Seu Filho Falar

Relacionamentos · 15 min

Como Falar para Seu Filho Ouvir e Como Ouvir para Seu Filho Falar

Adele Faber e Elaine Mazlish · 1980

Para quem é

Para pais, mães e cuidadores cansados de repetir a mesma bronca sem resultado, que querem um jeito mais respeitoso de conversar com os filhos no dia a dia. Serve tanto pra quem tem um filho pequeno começando a falar quanto pra quem lida com um adolescente fechado.

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3 ideias pra levar

1

Escutar até o fim antes de aconselhar tira da criança a necessidade de discutir pra ser ouvida.

2

Trocar a ordem por uma informação curta deixa a criança concluir sozinha o que fazer, em vez de só obedecer no automático.

3

Elogio que descreve o que foi feito, em vez de avaliar quem a criança é, vira uma prova concreta que ela pode repetir sozinha depois.

“
Segundo as autoras, dar na fantasia o que a realidade nega costuma acalmar mais rápido do que um não repetido em voz mais alta.
Uma ideia de Como Falar para Seu Filho Ouvir e Como Ouvir para Seu Filho Falar, nas palavras do 15 minutos

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O problema com gritar, ameaçar e dar sermão

Quase todo pai já viveu a cena: o filho derruba o suco, esquece a lição de casa ou bate no irmão, e a resposta automática é gritar, ameaçar castigo ou emendar um sermão. Funciona na hora, mas na semana seguinte o problema volta, porque gritar ensina a criança a temer a reação do pai, não a pensar sobre o próprio comportamento.

Faber e Mazlish partem de uma aposta simples: o jeito como um adulto fala com uma criança em casa vira, com o tempo, o jeito como essa criança aprende a falar consigo mesma e com o mundo. Um sermão repetido não ensina autocontrole, ensina a esperar o próximo sermão.

O livro nasceu de anos de encontros reais com pais, não de uma teoria de gabinete. Adele e Elaine reuniam grupos, ouviam as reclamações do dia a dia e testavam frases diferentes até achar as que realmente mudavam a conversa em casa, sem gritaria e sem punição.

Ouvir com atenção total antes de aconselhar

A primeira virada do livro é sobre escuta, não sobre fala. Quando a criança chega contando que brigou com a amiga ou que foi mal numa prova, o impulso do adulto é explicar, corrigir ou já resolver o problema. Faber e Mazlish defendem o oposto: parar o que está fazendo, olhar pra criança e ouvir antes de abrir a boca.

Não é escuta de fundo, com o celular na mão. É prestar atenção de verdade, sem interromper com conselho nem minimizar a queixa. Uma criança que sente que foi ouvida de verdade relaxa antes mesmo de o adulto dizer qualquer coisa.

Isso exige um gesto simples e difícil ao mesmo tempo: guardar a vontade de já dar a solução. O silêncio atento, com um aceno de cabeça ou um hum, entendi, dito com empatia real, costuma abrir mais espaço pra criança continuar falando do que qualquer pergunta bem-intencionada.

Dar nome ao sentimento da criança

Depois de ouvir, o passo seguinte é ajudar a criança a nomear o que sente. Em vez de não é motivo pra chorar, o livro sugere frases como isso deve ter sido bem chato pra você ou você ficou com raiva quando ele pegou seu brinquedo sem pedir.

Colocar um nome no sentimento não é bajulação, é ferramenta prática: uma criança que aprende a palavra certa pra frustração, ciúme ou vergonha tem mais chance de lidar com aquilo sem explodir da próxima vez. Adulto nenhum aprendeu a se acalmar sendo mandado calar a boca.

Validar o sentimento é diferente de concordar com a atitude. Dá pra dizer entendo que você ficou furioso e, na frase seguinte, explicar que bater no irmão continua sendo errado. Uma coisa não anula a outra.

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Sobre Adele Faber e Elaine Mazlish

Adele Faber e Elaine Mazlish foram escritoras e educadoras americanas que dedicaram décadas a ensinar comunicação entre pais e filhos. As duas foram alunas do psicólogo infantil Haim Ginott e, a partir das ideias dele, conduziram por anos grupos de trabalho com pais em Nova York. Juntas escreveram vários livros sobre o tema, entre eles este e Irmãos, Sem Rivalidade. O método das duas nasceu da prática real desses encontros, ouvindo as dúvidas e os relatos de pais comuns.