15 minutos
Capa do resumo de Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos

Família e filhos · 15 min

Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos

John Gottman e Joan DeClaire · 1997

Para quem é

Pra pais, mães, avós, professores e cuidadores que querem entender o que fazer quando a criança chora, grita, tem medo ou se fecha. Serve a quem cresceu ouvindo que emoção é frescura e quer tentar outro caminho com os pequenos.

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3 ideias pra levar

1

Segundo o livro, a emoção da criança é uma oportunidade de ensinar, e não um problema a ser calado o mais rápido possível.

2

Aceitar o sentimento não é aceitar o comportamento: dá pra dizer entendo sua raiva e, no mesmo fôlego, impedir a pancada.

3

Nomear o que se sente, em palavras simples, ajuda a criança a se acalmar e a se reconhecer, e é uma habilidade que o adulto também precisa treinar.

“
Quando a criança chora, a pergunta mais útil nem sempre é o que fazer para ela parar, e sim o que ela está tentando dizer.
Uma ideia de Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos, nas palavras do 15 minutos

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A emoção como oportunidade

O livro parte de uma pergunta prática: o que fazer quando a criança está com raiva, com medo ou com tristeza? Para a maioria dos adultos, a primeira reação é acabar com o sentimento o mais rápido possível, pedindo calma, distraindo ou ameaçando.

Os autores propõem outra visão. Cada vez que a criança fica emocionada, abre-se uma chance de aproximação e de aprendizado. É nesses momentos que ela mais precisa de um adulto que a ajude a entender o que sente e a lidar com isso. Pense na criança que volta da escola emburrada: em vez de ouvir uma bronca por estar mal-educada, ela pode encontrar alguém disposto a perguntar o que aconteceu, e é desse gesto que nasce a intimidade entre pais e filhos.

A ideia central é o que eles chamam de treinador de emoções, o adulto que acompanha a criança por dentro dos sentimentos, em vez de apenas controlar o comportamento por fora.

A pesquisa por trás

As conclusões vêm de estudos de longo prazo conduzidos por Gottman e sua equipe. Eles observaram famílias conversando com seus filhos, mediram reações do corpo e voltaram a acompanhar as crianças alguns anos depois. Boa parte das famílias foi acompanhada em casa, na hora das conversas do dia a dia, o que dá aos achados um sabor mais próximo da vida real do que os testes de laboratório.

Os resultados indicaram que filhos de pais que agiam como treinadores de emoções tendiam a ter melhor desempenho escolar, mais facilidade nas amizades, menos problemas de comportamento e até melhor saúde física do que os demais.

É importante lembrar que se trata de estudos observacionais. Eles mostram associação, e não provam que uma coisa causa a outra. Mas o conjunto de achados deu peso à proposta e influenciou muitos programas para pais.

O pai que ignora o sentimento

O livro descreve quatro estilos de lidar com as emoções dos filhos. O primeiro é o desdenhoso: o adulto minimiza, ignora ou tenta distrair. Frases como não foi nada, para de bobagem e depois você esquece são típicas.

A intenção costuma ser boa: poupar a criança do sofrimento. O efeito, porém, é que ela aprende que sentir é inútil ou inadequado, e passa a desconfiar das próprias emoções. Também pode concluir que ninguém quer ouvir o que ela sente.

Em casas em que o pai trabalha o dia todo e chega cansado, esse estilo é comum, não por maldade, mas por pressa. O primeiro passo é perceber quanto do cotidiano passa por aí. Já a avó que cria o neto enquanto os pais trabalham costuma cair no mesmo padrão, por medo de que o choro vire manha.

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Sobre John Gottman e Joan DeClaire

John Gottman é um psicólogo norte-americano, professor emérito da Universidade de Washington, conhecido por décadas de pesquisa sobre casamentos e relações familiares. Fundou, com a esposa Julie, um instituto que oferece formação e terapia para casais. Joan DeClaire é escritora e jornalista que atua em temas de comportamento e educação. Os dois assinam este livro, publicado em 1997, que aplica os estudos de Gottman à criação de filhos.

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