15 minutos
Capa do resumo de Equipes Brilhantes

Liderança · 15 min

Equipes Brilhantes

Daniel Coyle · 2018

Para quem é

Pra você que lidera um time ou faz parte de um e quer entender o que faz um grupo trabalhar bem junto. Serve a gestores, professores, técnicos e a qualquer pessoa que convive em equipe.

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3 ideias pra levar

1

No desafio do espaguete, grupos de crianças vencem adultos porque testam em vez de disputar status.

2

Valores só mostram sua força quando orientam uma decisão difícil e custosa, e não apenas as fáceis.

3

Em equipes de alto desempenho, olhar nos olhos, dividir a palavra e dar atenção pesam mais do que o conteúdo das falas.

“
Um agradecimento com detalhes vale mais do que dez elogios genéricos.
Uma ideia de Equipes Brilhantes, nas palavras do 15 minutos

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O desafio do espaguete e do marshmallow

O livro abre com uma brincadeira. Grupos recebem varetas de espaguete, fita adesiva, barbante e um marshmallow. A missão é montar, em dezoito minutos, a torre mais alta que consiga sustentar o doce no topo. O teste foi aplicado a muita gente, de arquitetos a executivos de grandes empresas. Quem já participou de uma dinâmica de grupo no trabalho reconhece a cena: muita conversa para decidir o plano e pouco tempo para testar se ele funciona.

O resultado surpreende. Grupos de crianças pequenas costumam se sair melhor do que grupos de alunos de administração. Os adultos gastam tempo discutindo quem manda, planejam demais e só descobrem no final que a torre não aguenta o peso do doce.

As crianças, ao contrário, começam a montar logo, testam, erram, tentam de novo e falam o tempo todo entre si. Ninguém se preocupa em parecer esperto, só em fazer a coisa funcionar.

Daniel Coyle usa esse exemplo para mostrar que o desempenho de um grupo depende menos da soma das habilidades individuais e mais da forma como as pessoas interagem. Essa lição de humildade vale também em casa, na hora de montar um móvel junto com a família ou de planejar uma viagem em grupo.

Cultura é o que se faz, não o que se diz

Coyle passou anos visitando equipes de alto desempenho. Foi a forças militares de elite, a escolas, a estúdios de cinema, a times esportivos e a restaurantes. Queria saber o que essas culturas tinham em comum, além de talento. A pergunta que guia o livro é prática: o que podemos fazer, a partir de amanhã, para que o nosso grupo seja melhor do que a soma das partes?

Ele conclui que cultura não é um cartaz na parede com valores bonitos. É um conjunto de comportamentos repetidos no dia a dia, que dizem a cada pessoa se ela pertence ao grupo, se pode errar sem ser punida e para onde todos estão indo.

A boa notícia é que isso pode ser construído. Não depende de carisma especial nem de orçamento. Depende de pequenos sinais, repetidos com constância, que todo mundo percebe.

O livro organiza o assunto em três habilidades: criar segurança, compartilhar vulnerabilidade e estabelecer propósito. Cada uma ganha uma parte inteira.

Primeira habilidade: criar segurança

Segurança, aqui, não é sobre proteção física, e sim sobre sentir que se pertence ao grupo e que se pode falar sem medo. O cérebro, explica o autor, vive vigiando sinais de perigo social. Quando percebe ameaça, entra em modo de defesa e a colaboração cai. Os especialistas chamam esse ambiente de segurança psicológica, e ele aparece em estudos sobre equipes de saúde, de tecnologia e de educação.

Por isso, os sinais de pertencimento valem tanto. Olhar nos olhos, usar o nome da pessoa, agradecer, dedicar atenção sem olhar o celular, mostrar energia. Em conjunto, essas pequenas atitudes dizem: você é bem-vindo aqui, estamos juntos.

Quem já mudou de emprego conhece a diferença. Num lugar, você passa o dia atento ao que pode dar errado. No outro, pergunta o que não entende sem medo de ser ridicularizado.

A segurança, portanto, não é regalia. É condição para as pessoas pensarem melhor. Dá para treinar isso com atitudes pequenas, como chamar cada pessoa pelo nome e lembrar de algo que ela contou na semana anterior.

Faltam 10 seções e o quiz

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Sobre Daniel Coyle

Daniel Coyle é um escritor americano, colaborador da revista Outside e autor de livros sobre talento e desempenho. Ficou conhecido pelo livro O Código do Talento, publicado em 2009. Em Equipes Brilhantes, de 2018, ele passou anos visitando grupos de alto desempenho para investigar como suas culturas funcionam.

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Categoria:
Liderança