O desafio do espaguete e do marshmallow
O livro abre com uma brincadeira. Grupos recebem varetas de espaguete, fita adesiva, barbante e um marshmallow. A missão é montar, em dezoito minutos, a torre mais alta que consiga sustentar o doce no topo. O teste foi aplicado a muita gente, de arquitetos a executivos de grandes empresas. Quem já participou de uma dinâmica de grupo no trabalho reconhece a cena: muita conversa para decidir o plano e pouco tempo para testar se ele funciona.
O resultado surpreende. Grupos de crianças pequenas costumam se sair melhor do que grupos de alunos de administração. Os adultos gastam tempo discutindo quem manda, planejam demais e só descobrem no final que a torre não aguenta o peso do doce.
As crianças, ao contrário, começam a montar logo, testam, erram, tentam de novo e falam o tempo todo entre si. Ninguém se preocupa em parecer esperto, só em fazer a coisa funcionar.
Daniel Coyle usa esse exemplo para mostrar que o desempenho de um grupo depende menos da soma das habilidades individuais e mais da forma como as pessoas interagem. Essa lição de humildade vale também em casa, na hora de montar um móvel junto com a família ou de planejar uma viagem em grupo.
