15 minutos
Capa do resumo de Cérebro e Meditação: Diálogos entre o Budismo e a Neurociência

Ciência · 15 min

Cérebro e Meditação: Diálogos entre o Budismo e a Neurociência

Matthieu Ricard e Wolf Singer · 2017

Para quem é

Para quem quer entender como a meditação e a neurociência se encontram, com linguagem acessível e sem promessas fáceis. Serve a curiosos sobre mente, consciência e bem-estar.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (16 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

O eu que a gente sente como sólido, para o monge e para o cientista, parece mais um fluxo costurado pelo cérebro do que uma coisa fixa.

2

Meditar não é uma coisa só: focar, observar sem se prender e cultivar compaixão treinam capacidades diferentes.

3

Para Ricard, empatia demais pode esgotar quem cuida, e compaixão treinada ajuda a ficar presente sem se quebrar.

“
Observar uma emoção antes de agir já é uma pequena forma de liberdade.
Uma ideia de Cérebro e Meditação: Diálogos entre o Budismo e a Neurociência, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Um monge e um neurocientista na mesma mesa

Cérebro e meditação não é um tratado, é uma longa conversa. De um lado está Matthieu Ricard, monge budista de formação científica. Do outro, Wolf Singer, neurocientista alemão que estuda como o cérebro organiza a atividade de bilhões de células. O livro reúne os diálogos entre os dois sobre mente, consciência, liberdade, emoções e ética.

A graça está no atrito educado. Um fala a partir de milhares de horas de prática contemplativa e de uma tradição que investiga a mente há séculos. O outro fala a partir de experimentos, medições e modelos. Os dois concordam em muita coisa e discordam em alguns pontos importantes, e o livro não esconde nenhuma das duas coisas.

Para o leitor comum, o formato tem uma vantagem: as ideias aparecem como perguntas e respostas, em linguagem direta. Para o leitor cuidadoso, tem um cuidado necessário, pois uma conversa mostra visões, e não conclusões fechadas. É um bom ponto de partida para pensar, não um manual de verdades.

Olhar por dentro e olhar por fora

A primeira questão que organiza o diálogo é metodológica. A ciência costuma estudar a mente de fora, com instrumentos, exames e estatística. As tradições contemplativas estudam de dentro, treinando a observação do que se passa na própria experiência. Os dois chamam essas abordagens de terceira pessoa e primeira pessoa.

Ricard defende que a observação interna disciplinada é uma forma de investigação, e não mero devaneio, desde que seja treinada e comparada com a de outros praticantes. Singer reconhece o valor dos relatos de primeira pessoa, mas lembra que a introspecção tem armadilhas, pois o cérebro inventa explicações plausíveis para o que acabou de fazer.

A conclusão prática dessa parte é humilde: as duas vias se complementam. Relatos de quem medita ajudam a formular boas perguntas aos laboratórios, e os exames ajudam a checar se o que alguém sente durante a prática corresponde a algo mensurável. Nenhuma das vias basta sozinha.

O eu como construção

Um dos temas mais fascinantes é a natureza do eu. Para o budismo, aquilo que sentimos como um eu sólido, único e permanente é uma impressão que não resiste à investigação: o que existe é um fluxo de experiências, pensamentos e sensações em mudança. Essa ideia é chamada de ausência de eu.

Surpreendentemente, a neurociência chega a algo parecido por outro caminho. Singer descreve o sentimento de ser uma pessoa unificada como um resultado do trabalho do cérebro, que costura memórias, sensações do corpo e interpretações numa narrativa coerente. Não há, no cérebro, um centro único onde o eu moraria.

Isso não significa que o eu seja uma ilusão sem importância. Ele é útil para planejar, conviver e assumir responsabilidades. O que o livro sugere é que identificar-se com ele de forma rígida produz sofrimento, pois a pessoa passa a defender uma imagem de si em vez de viver. Nas relações do dia a dia, isso aparece como ego ferido, orgulho e ciúme.

Faltam 10 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Cérebro e Meditação: Diálogos entre o Budismo e a Neurociência e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Lendo à noite?💡 Luminária de leitura a partir de R$ 27

Sobre Matthieu Ricard e Wolf Singer

Matthieu Ricard nasceu na França, doutorou-se em genética celular no Instituto Pasteur e depois se tornou monge budista tibetano, tendo servido também como intérprete do Dalai Lama para o francês. Wolf Singer é neurocientista alemão, diretor emérito do Instituto Max Planck de Pesquisa do Cérebro, em Frankfurt, conhecido por estudos sobre a sincronização da atividade dos neurônios. Os dois colaboram há anos em encontros entre ciência e tradição contemplativa. O livro reúne diálogos entre eles publicados em 2017.

Explore

Categoria:
Ciência