15 minutos
Capa do resumo de Mundos Paralelos

Ciência · 15 min

Mundos Paralelos

Michio Kaku · 2005

Para quem é

Pra você que gosta de ficção científica e quer saber o que a física séria diz sobre o começo, o fim e a possível multiplicidade de universos. Serve a curiosos sem formação em física.

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3 ideias pra levar

1

Segundo a teoria da inflação, o universo cresceu de modo ultrarrápido logo no início e alisou as próprias diferenças.

2

A teoria das cordas diz que as partículas seriam vibrações de cordas minúsculas, como notas de um instrumento musical.

3

Uma interpretação da física quântica propõe que cada medição ramifica o mundo, mas outros físicos consideram a ideia exagerada.

“
Imaginar um universo vizinho é um bom exercício de curiosidade, desde que a gente lembre de separar hipótese de prova.
Uma ideia de Mundos Paralelos, nas palavras do 15 minutos

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Um passeio pelo universo e além dele

Michio Kaku é um físico americano que ficou conhecido por explicar ideias avançadas em palavras de todo dia. Em Mundos Paralelos, de 2005, ele leva o leitor a uma viagem em três partes: como é o universo que a gente observa, a possibilidade de existirem outros universos e o que pode acontecer com tudo no futuro distante. A vantagem do formato em três partes é que o leitor pode parar em qualquer ponto e ainda levar uma ideia completa para casa.

O livro mistura história da ciência com especulação. Nas partes sólidas, apresenta o que astrônomos e físicos mediram com instrumentos. Nas partes ousadas, apresenta teorias que ainda não foram testadas, mas que mobilizam muita gente séria.

A leitura exige curiosidade e disposição para estranhar. Muitos conceitos contrariam a intuição, como dimensões extras e universos vizinhos. A proposta é pensar na hipótese, e não aceitar tudo como verdade pronta.

Este resumo segue a mesma divisão e, ao final, discute os limites do livro, para que o leitor saiba o que é fato medido e o que é aposta teórica.

O universo que se expande

A primeira parte parte de uma descoberta do início do século vinte: as galáxias estão se afastando umas das outras, e quanto mais distantes, mais depressa. O universo não é uma estrutura parada, é um espaço que cresce. A imagem usada com frequência é a de pontinhos desenhados num balão que se enche. Foi a descoberta que mudou a visão do cosmos e abriu caminho para toda a cosmologia moderna.

Se tudo está se afastando, no passado estava mais perto. Voltando o filme, chegamos a um estado inicial extremamente quente e denso, o chamado Big Bang. Medidas atuais apontam uma idade de cerca de treze bilhões e oitocentos milhões de anos.

Uma das provas é a luz fraca de fundo que preenche o espaço, resto do calor do início. Satélites a mapearam com detalhe e confirmaram que ela é muito uniforme, com pequenas variações que, com o tempo, formaram galáxias.

É importante entender que o Big Bang não foi uma explosão em um lugar vazio. Foi a expansão do próprio espaço, em todos os pontos ao mesmo tempo.

Inflação: o empurrão do começo

O modelo simples do Big Bang tinha problemas. Por que o universo é tão uniforme em todas as direções? Por que o espaço parece tão plano? Em 1980, o físico Alan Guth propôs uma resposta: logo no início, o universo teria passado por um crescimento fantasticamente rápido, chamado inflação. A palavra empurrão resume a ideia: um impulso inicial gigantesco, capaz de ampliar um grão minúsculo até algo maior que o universo visível.

Nesse instante muito curto, uma região minúscula teria se esticado enormemente, alisando as diferenças e deixando o espaço plano. As pequenas flutuações quânticas desse período teriam virado as sementes das galáxias.

Kaku defende a inflação como a melhor explicação disponível, e lembra que observações recentes combinam bem com ela. Mas ressalta que ainda não se sabe exatamente o que causou o empurrão.

Um detalhe importante é que, em certas versões da teoria, a inflação não termina em todos os lugares ao mesmo tempo. Isso abre a porta para a ideia de vários universos.

Faltam 10 seções e o quiz

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Sobre Michio Kaku

Michio Kaku nasceu em San Jose, na Califórnia, em 1947, filho de pais de origem japonesa. É físico teórico e professor do City College de Nova York, com contribuições à teoria das cordas. Tornou-se conhecido como divulgador científico, autor de vários livros e apresentador de programas de rádio e televisão. Mundos Paralelos foi publicado em 2005.

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Categoria:
Ciência