15 minutos
Capa do resumo de Como mentir com estatística

Ciência · 15 min

Como mentir com estatística

Darrell Huff · 1954

Para quem é

Pra quem lê notícias, pesquisas e gráficos todo dia e quer aprender a perceber quando um número está sendo usado para convencer, e não para informar. Serve a estudantes, profissionais de qualquer área e eleitores.

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3 ideias pra levar

1

Quando alguém fala em média de salário, vale perguntar qual média foi usada, porque o meio da fila pode contar uma história bem diferente da soma dividida.

2

Duas coisas que variam juntas podem ter uma causa escondida em comum, e por isso correlação é pista, não veredito.

3

Para o autor, um aumento de cem por cento pode significar de um caso para dois, e só o número absoluto mostra o tamanho real do fato.

“
Uma pesquisa feita só com quem aparece para responder diz mais sobre quem aparece do que sobre o resto do país.
Uma ideia de Como mentir com estatística, nas palavras do 15 minutos

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Números honestos também enganam

Existe uma ideia muito comum de que número não mente. Darrell Huff escreveu um livro curto, em 1954, justamente para mostrar o contrário: o número pode estar certo e ainda assim levar você a uma conclusão errada, dependendo de quem o escolheu, de como foi medido e de como foi apresentado.

O título é uma provocação. O livro não pretende ensinar ninguém a enganar, mas a reconhecer quando está sendo enganado. Segundo o autor, o ladrão honesto é o que explica o roubo para que você feche a janela.

A leitura continua útil porque o mundo de hoje é ainda mais cheio de gráficos, porcentagens e pesquisas do que o de 1954. Telejornal, propaganda, rede social, reunião de trabalho e panfleto de campanha: em todos eles alguém tenta convencer você com um número.

A amostra viciada de origem

O primeiro truque do livro é a amostra com defeito de fábrica. Quase toda estatística parte de um grupo pequeno que representa um grupo grande, e tudo depende de esse grupo pequeno ser mesmo parecido com o grande. Se não for, a amostra é enviesada e o resultado nasce torto.

Huff mostra como isso acontece sem má intenção. Uma pesquisa de renda feita com ex-alunos de uma faculdade depende de quem foi encontrado e de quem respondeu, e quem foi bem na vida tem mais vontade de responder. O resultado soa mais rico do que a realidade.

Pense numa enquete feita na porta de um shopping para saber como o brasileiro gasta o salário. Ela só ouve quem foi ao shopping naquele horário, e isso já exclui muita gente. O livro defende que uma amostra boa precisa dar chance parecida a todos os tipos de pessoa, e que muita pesquisa publicada não cumpre isso.

A média bem escolhida

Quando alguém diz a média, de que média está falando? Huff lembra que existem três: a média aritmética, a mediana, que é o valor do meio quando se coloca tudo em fila, e a moda, que é o valor mais frequente. Cada uma conta uma história diferente.

Imagine uma empresa pequena em que dez funcionários ganham dois mil reais e o dono retira cinquenta mil. A média aritmética passa de sete mil, e o anúncio pode dizer que os salários ali são excelentes. A mediana, porém, mostra os dois mil que quase todos de fato recebem.

O livro ensina uma regra simples de defesa: sempre que aparecer a palavra média, pergunte qual delas foi usada e se os valores estão muito espalhados. Isso vale para renda do bairro, preço de imóvel e nota da turma.

Faltam 12 seções e o quiz

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Sobre Darrell Huff

Darrell Huff nasceu em 1913, no estado de Iowa, nos Estados Unidos, e morreu em 2001. Foi jornalista e escritor, atuou como editor de revistas e não era estatístico de formação. Escreveu Como mentir com estatística em 1954, com ilustrações de Irving Geis. O livro se tornou um dos mais vendidos de estatística para o grande público.

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Categoria:
Ciência