O retrato errado do cliente
Se você já participou de uma reunião de marketing, talvez conheça a cena: a equipe cola na parede o desenho de uma pessoa fictícia, com nome, foto, idade, hobby e animal de estimação. A Mariana, 34 anos, gosta de yoga e de café. Todo mundo concorda que entendeu o cliente e volta para a mesa. No dia seguinte, nada muda nas campanhas.
Adele Revella começa o livro Buyer Personas criticando exatamente esse ritual. Para ela, o problema não é a ideia de persona, e sim o que se coloca dentro dela. Dados demográficos e gostos pessoais dizem pouco sobre por que alguém decide comprar o seu produto, e não o do concorrente, no momento exato em que decide.
A proposta do livro é substituir o retrato imaginado por uma compreensão baseada em conversas reais com compradores. Persona, nessa visão, é um conjunto de insights sobre o que influencia a decisão de compra, e não uma ficha de cadastro. A diferença parece sutil, mas muda o que a equipe faz na segunda-feira.
