15 minutos
Capa do resumo de Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas

Família e filhos · 15 min

Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas

Ana Beatriz Barbosa Silva · 2010

Para quem é

Pra pais, professores e gestores escolares que querem reconhecer o bullying, diferenciá-lo de briga comum entre crianças e saber como agir. Também serve a quem sofreu ou praticou bullying na escola e quer entender o que aconteceu.

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3 ideias pra levar

1

Bullying não é brincadeira de criança: é agressão repetida em que um lado não consegue se defender, e tratar como bobagem deixa marcas.

2

Quem assiste calado também faz parte da cena, e a conivência do grupo dá fôlego pro agressor.

3

Para a autora, rótulos como psicopata exigem muito cuidado, porque criança em formação muda, e etiqueta pode virar sentença.

“
Quem ri da piada cruel entrega plateia ao agressor, e quem se afasta tira o palco dele.
Uma ideia de Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas, nas palavras do 15 minutos

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Bullying não é só brincadeira

A autora começa fixando o conceito. Bullying é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetidos, praticados por uma ou mais pessoas contra outra, sem motivo claro, numa relação em que um lado tem mais poder do que o outro. A palavra vem do inglês bully, que significa valentão.

Essa definição separa bullying de uma briga isolada entre colegas de força parecida. Se dois meninos discutem no recreio e fazem as pazes na saída, não é o caso. Se um apelido cruel persegue uma menina durante meses e ela não consegue responder, é. Em muitas escolas, essa fronteira é ignorada, e a criança acaba ouvindo que isso é coisa da idade.

Por isso a autora insiste que três ingredientes precisam aparecer juntos: repetição, intenção de ferir e desequilíbrio de poder. Sem isso, o remédio é mediação comum; com isso, a escola precisa de ação organizada.

As muitas formas da agressão

O livro lista formas diferentes. Há a verbal, com apelidos, insultos e ameaças. Há a física, com empurrões, socos, tapas e destruição de objetos. Há a psicológica e moral, feita de exclusão, fofoca, humilhação e isolamento. Há a sexual, que envolve assédio e abuso, e a virtual, pela internet e pelo celular. Cada tipo pede resposta própria, e a autora lembra que vários podem acontecer ao mesmo tempo com o mesmo estudante.

Muitas dessas agressões não deixam marca no corpo, e é aí que moram o descuido e a negação. A exclusão silenciosa de uma criança do grupo de amigos pode doer mais do que um empurrão e passar despercebida pelos adultos. Nessa lista entram os apelidos que pegam, os grupos que excluem e os professores que fingem não ouvir.

A autora lembra que meninas tendem a usar com mais frequência a agressão indireta, como boatos e isolamento, enquanto meninos recorrem mais à força física, embora haja muita variação de caso a caso.

Quem é quem na cena

O livro descreve os papéis. O autor ou agressor é quem pratica. O alvo é quem sofre, e a autora prefere esse termo ao de vítima. Há ainda o alvo/autor, que sofre bullying e depois repete o comportamento com alguém mais fraco, e a testemunha, que assiste. Essa classificação ajuda a escola a desenhar ações específicas para cada grupo, em vez de tratar todos como se fossem iguais.

A maioria dos estudantes está na categoria de testemunha, e é ela que muda o clima. Um grupo que ri, filma ou se cala dá plateia ao agressor. Um grupo que se afasta, chama um adulto ou apoia o colega muda a dinâmica.

Essa visão evita a simplificação de que bullying é só uma questão entre dois. É um fenômeno de grupo, em que a omissão tem peso.

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Sobre Ana Beatriz Barbosa Silva

Ana Beatriz Barbosa Silva é médica psiquiatra e escritora brasileira, conhecida por livros de divulgação sobre comportamento e saúde mental. Ganhou notoriedade com a série de títulos que começam por Mentes, como Mentes Inquietas e Mentes Perigosas. Neste livro, de 2010, ela reúne casos, estatísticas e orientações para famílias e escolas. Também publicou obras sobre ansiedade, consumo compulsivo e depressão.

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