De onde veio o nome zona azul
Tudo começou numa mesa de trabalho, não numa praia paradisíaca. Dan Buettner, jornalista e explorador americano, se juntou aos demógrafos Gianni Pes e Michel Poulain, que estudavam por que a Sardenha, na Itália, tinha uma concentração de homens centenários muito acima da média mundial. Os dois pesquisadores foram marcando num mapa, com caneta azul, os vilarejos da ilha onde mais gente chegava aos cem anos. Dali nasceu o nome zona azul.
Buettner enxergou ali um projeto maior do que um artigo acadêmico. Com apoio da National Geographic e do National Institute on Aging americano, ele montou expedições pra descobrir outros lugares com o mesmo padrão: gente comum vivendo mais e com menos doença crônica que a média, com checagem de registro de nascimento e censo, não anedota de vizinho.
O resultado, publicado em 2008 e revisado em 2012, reuniu cinco regiões: a Barbagia, no interior montanhoso da Sardenha; Okinawa, no Japão; a comunidade adventista de Loma Linda, na Califórnia; a península de Nicoya, na Costa Rica; e, na edição revista, a ilha grega de Icária. Nenhuma delas é rica, nenhuma tem academia chique ou suplemento importado, e é exatamente esse contraste que sustenta o livro inteiro.
