O amor adulto também é um vínculo de apego
A ideia central do livro vem de uma virada de chave: quase todo mundo separa amor romântico de apego de criança. Sue Johnson usa a teoria do apego, do psiquiatra John Bowlby, sobre o laço entre bebê e cuidador, e mostra que o casal adulto funciona pela mesma lógica: cada um precisa de alguém que responda quando a gente chama.
Isso explica por que um esquecimento pequeno, tipo o parceiro não atender o celular durante horas de trabalho puxado, pode disparar uma reação desproporcional. Não é sobre o celular: é o sistema de alarme do corpo perguntando se ainda existe alguém confiável do outro lado.
Pense no motorista de aplicativo que só sossega quando manda mensagem pra casa e recebe resposta rápida. Não é controle, é o sistema nervoso conferindo que a base está de pé. O livro chama isso de necessidade de apego, que não desaparece com a idade: só muda de forma.
