Duas fomes diferentes debaixo do mesmo teto
Eggerichs conta que notou um padrão depois de anos aconselhando casais: quase toda briga forte não era sobre o assunto na mesa, e sim sobre uma sensação por trás dele. A esposa sentia que não era amada, o marido sentia que não era respeitado, e os dois discutiam sobre louça ou dinheiro sem perceber que a fome real era outra.
A tese central do livro, que o próprio autor trata como simplificação, é que mulher e homem tendem a reagir de formas diferentes quando essa fome aparece. Sem amor, ela age de um jeito que ele lê como falta de respeito; sem respeito, ele age de um jeito que ela lê como falta de amor.
Vale marcar isso desde já: amor e respeito não são necessidade exclusiva de um gênero, toda pessoa quer ser amada e quer ser respeitada. O que o livro propõe é uma tendência de ênfase, não uma regra fechada, e é esse ponto que gera boa parte das críticas que a obra recebeu desde que saiu, em 2004.
