15 minutos
Capa do resumo de A Coragem de Ser Feliz

Psicologia · 15 min

A Coragem de Ser Feliz

Ichiro Kishimi e Fumitake Koga · 2016

Para quem é

Pra quem leu ou ouviu falar de A Coragem de Não Agradar e quer ver as ideias postas à prova na educação, no amor e nas relações do dia a dia. Também serve a pais, professores e líderes que querem pensar em outro jeito de se relacionar sem punir nem premiar.

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3 ideias pra levar

1

Por trás de uma bagunça pode estar a busca por um lugar no grupo, e entender isso evita a reação automática.

2

Para o livro, sentir-se útil a outras pessoas pesa mais na felicidade do que ser aplaudido.

3

O livro sugere trocar a pergunta 'o que fez de mim assim?' por 'pra que uso esse jeito hoje?', sem negar que o passado ainda pesa.

“
Para a psicologia adleriana, elogiar demais pode ensinar a criança a viver atrás de aprovação em vez de procurar o que é útil.
Uma ideia de A Coragem de Ser Feliz, nas palavras do 15 minutos

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O jovem volta, e volta desconfiado

A Coragem de Ser Feliz é a continuação de A Coragem de Não Agradar e mantém o formato de conversa: um filósofo e um jovem, em noites seguidas, debatem a psicologia adleriana, corrente ligada a Alfred Adler, psiquiatra austríaco do começo do século vinte. Aqui, o jovem reaparece alguns anos depois, desta vez trabalhando como professor.

Ele chega duvidando. Na sala de aula, as ideias não parecem funcionar como prometido, e ele quer que o filósofo prove que a teoria sobrevive à vida real. O tom é de cobrança, e o filósofo aceita o desafio explicando, passo a passo, o que muda quando as ideias são aplicadas de verdade.

Essa moldura é boa porque transforma teoria em teste. O livro deixa de ser só um repertório de conceitos e passa a perguntar o que acontece quando você tenta aplicar tudo isso com alunos, filhos, colegas e parceiros reais. Vale lembrar, desde já, que é um diálogo de ideias de autores específicos, e não um estudo científico.

Educar para a autonomia

O ponto de partida do filósofo é o objetivo da educação. Pra ele, ensinar não é encher o aluno de informação nem moldar seu comportamento, e sim ajudá-lo a se tornar autônomo: alguém capaz de pensar, decidir e se virar sem depender de aprovação nem de ordem.

Pense numa sala com trinta e cinco alunos, prova bimestral e o vestibular no horizonte. A tentação é controlar pelo medo da nota ou pelo prêmio do elogio. O livro propõe que, mesmo nesse cenário, a pergunta central seja outra: o que essa criança precisa pra caminhar sozinha daqui a alguns anos?

Essa lente vale além da escola. Pais, chefes e líderes de grupo também escolhem entre formar gente dependente de comando ou gente capaz de decidir. É nessa escolha, diz o livro, que se mede o valor de uma relação de ensino, seja em casa, na empresa ou na comunidade.

Por que elogiar e repreender atrapalham

A tese mais polêmica é que nem elogiar nem repreender ajudam. Segundo a psicologia adleriana, os dois funcionam como julgamento de cima pra baixo: quem elogia se coloca como juiz, e quem é elogiado aprende que o certo é agradar esse juiz.

O raciocínio é que a criança elogiada o tempo todo passa a fazer as coisas pelo prêmio, e a repreendida passa a fazer pra fugir da bronca. Nos dois casos, a pergunta interna deixa de ser 'o que é útil aqui?' e vira 'quem está olhando?'. A dependência de aprovação seria o efeito colateral.

O filósofo reconhece que essa recusa soa estranha, porque elogio parece gentileza. Ainda assim, ele mantém que a gentileza de verdade está em outra coisa, que o livro apresenta adiante como encorajamento. Mais à frente, a crítica volta a esse ponto, porque ele está longe de ser consenso entre educadores.

Faltam 11 seções e o quiz

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Sobre Ichiro Kishimi e Fumitake Koga

Ichiro Kishimi nasceu em 1956, em Kyoto, no Japão, é filósofo e estudou por décadas a psicologia adleriana. Traduziu obras de Alfred Adler para o japonês e dá palestras e aulas sobre o tema. Fumitake Koga, nascido em 1973, em Fukuoka, é escritor e redator, e transformou as conversas com Kishimi em livro em formato de diálogo. A primeira obra da dupla, A Coragem de Não Agradar, de 2013, vendeu milhões de exemplares.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Autoestima e coragem