O jovem volta, e volta desconfiado
A Coragem de Ser Feliz é a continuação de A Coragem de Não Agradar e mantém o formato de conversa: um filósofo e um jovem, em noites seguidas, debatem a psicologia adleriana, corrente ligada a Alfred Adler, psiquiatra austríaco do começo do século vinte. Aqui, o jovem reaparece alguns anos depois, desta vez trabalhando como professor.
Ele chega duvidando. Na sala de aula, as ideias não parecem funcionar como prometido, e ele quer que o filósofo prove que a teoria sobrevive à vida real. O tom é de cobrança, e o filósofo aceita o desafio explicando, passo a passo, o que muda quando as ideias são aplicadas de verdade.
Essa moldura é boa porque transforma teoria em teste. O livro deixa de ser só um repertório de conceitos e passa a perguntar o que acontece quando você tenta aplicar tudo isso com alunos, filhos, colegas e parceiros reais. Vale lembrar, desde já, que é um diálogo de ideias de autores específicos, e não um estudo científico.
