Dois meditadores que desconfiam do exagero
A Ciência da Meditação tem uma particularidade: os autores são praticantes de meditação, e justamente por isso se sentem à vontade para criticar o que se diz por aí. Daniel Goleman, psicólogo e escritor, e Richard Davidson, neurocientista, são amigos desde a época de estudantes e acompanham o assunto há décadas.
O ponto de partida é um incômodo. Meditação virou moda, aparece em aplicativos, em treinamento de empresa, em propaganda de colchão, e quase sempre vem com promessas grandiosas: reduz o estresse, cura a ansiedade, melhora a memória, torna as pessoas mais bondosas. Os autores querem saber o que, de tudo isso, tem apoio em pesquisa de boa qualidade.
A resposta, adiantam, é mista. Existe ciência séria mostrando efeitos reais, mas boa parte do que se divulga é mais fraca do que parece, e os resultados mais impressionantes vêm de um tipo de prática que quase ninguém faz.
