A marca como modelo operacional e não apenas marketing
A esmagadora maioria dos executivos ainda trata a construção de marca como uma atribuição restrita ao departamento de publicidade: encomendam logotipos modernos a agências de design, contratam influenciadores digitais caros e disparam campanhas promocionais elegantes na televisão e na internet. Denise Lee Yohn argumenta que essa visão cosmética está completamente superada e representa um ralo de desperdício financeiro.
Para a autora, uma grande marca não é aquilo que a empresa diz em seus anúncios, mas a maneira exata como ela se comporta em todas as suas operações diárias. Em sua metodologia denominada marca como negócio, a identidade da companhia deixa de ser uma maquiagem externa para se tornar a bússola estratégica que norteia contratações de pessoal, decisões de cadeia de suprimentos, desenvolvimento de produtos e arquitetura de atendimento.
Quando a marca funciona como princípio organizador da gestão, cria-se uma coerência visceral entre a promessa vendida e a experiência entregue na ponta. Empresas que atingem essa sincronia operam com custos menores de atração de clientes e desfrutam de uma fidelidade inabalável que resiste a guerras de preços.
Essa postura exige romper com a tradicional separação entre quem pensa a marca e quem toca a operação diária. O diretor financeiro, o gerente de logística e o encarregado da expedição passam a ser tão responsáveis pela preservação da promessa corporativa quanto o próprio diretor de criação.
