Um livro otimista sobre um assunto que assusta
Quando se fala em inteligência artificial, as manchetes oscilam entre promessas de milagre e avisos de catástrofe. Greg Beato, escritor e editor, e Reid Hoffman, empreendedor e investidor do Vale do Silício, escreveram Superagency para propor uma terceira conversa: e se, em vez de só discutir o que pode dar errado, também perguntássemos o que pode dar certo?
O subtítulo original deixa a intenção clara: o que poderia dar muito certo no nosso futuro com a IA. A tese é que a tecnologia, usada de forma ampla e com bons mecanismos de correção, pode aumentar a capacidade de cada pessoa agir sobre a própria vida. Os autores dão a esse ganho o nome de superagência.
É um livro com lado declarado, e isso precisa ficar claro desde o começo. Hoffman é investidor em empresas de IA, e o argumento defende uma abordagem favorável ao desenvolvimento da tecnologia.
