15 minutos
Capa do resumo de Como o Google Funciona

Negócios · 15 min

Como o Google Funciona

Eric Schmidt e Jonathan Rosenberg · 2014

Para quem é

Pra você que toca um negócio pequeno, seja loja, oficina, salão ou prestação de serviço, e quer entender como empresas grandes pensam contratação, cultura e decisão rápida, sem precisar do caixa nem do tamanho delas. Como o Google Funciona traduz práticas de gestão de ponta pra quem resolve tudo sozinho ou com uma equipe pequena.

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3 ideias pra levar

1

A pergunta não é se seu negócio tem gente inteligente e criativa, é se você dá espaço pra essa gente pensar, e não só executar.

2

Ouvir todo mundo antes de decidir é diferente de deixar todo mundo decidir: alguém precisa bater o martelo até uma data marcada.

3

Copiar o concorrente é seguir a média, apostar no que só o seu negócio sabe fazer é o que separa quem cresce de quem só sobrevive.

“
Errar na contratação custa mais caro do que deixar a vaga aberta mais um tempo.
Uma ideia de Como o Google Funciona, nas palavras do 15 minutos

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A gestão de ontem não segura o negócio de hoje

Até poucas décadas atrás, dava pra tocar uma empresa do jeito clássico: o dono manda, o funcionário obedece, e a informação fica só na cabeça de quem está no comando. Esse modelo nasceu numa época em que o trabalhador sabia menos que o chefe sobre o próprio ofício, e o acesso à informação era caro e lento.

Schmidt e Rosenberg mostram que isso virou de cabeça pra baixo. Hoje, o entregador de aplicativo compara preço de combustível no celular antes de aceitar a corrida, e o balconista do mercadinho vê a promoção do concorrente no grupo do bairro antes do dono ficar sabendo. Quem trabalha pra você, na maioria dos casos, tem tanta informação disponível quanto quem manda.

Isso não é motivo pra pânico, é motivo pra trocar o estilo de gestão. Empresa que ainda trata funcionário como peça que só recebe ordem perde pra empresa que aproveita a cabeça de quem está na ponta, resolvendo problema com o cliente todo santo dia.

Quem é o funcionário que muda o jogo

Os autores chamam de smart creative o tipo de profissional que combina três coisas ao mesmo tempo: entende de verdade o trabalho que faz, tem instinto de negócio pra saber o que dá resultado, e ainda traz ideia nova sem esperar ordem de ninguém. Não é sobre diploma, é sobre atitude.

Num pequeno negócio brasileiro, esse perfil aparece mais do que parece: é o auxiliar de cozinha que sugere trocar de fornecedor porque calculou que sai mais barato, é a vendedora que começa a postar foto do produto no Instagram sem que ninguém peça.

O erro comum é tratar esse tipo de gente como se fosse só mão de obra substituível. Dono que trava a boa ideia do funcionário porque ele não pediu permissão perde exatamente a pessoa que fazia diferença no resultado do mês.

Contratar errado custa mais caro do que parece

O livro defende que contratar é a atividade mais importante que um líder faz, mais importante até do que decidir preço ou fornecedor, porque a pessoa errada dentro da empresa custa caro todo santo dia até sair.

Pensa no custo real: treinamento perdido, cliente atendido mal, colega bom que se desmotiva de trabalhar do lado de alguém fraco. Some tudo isso e o prejuízo de uma contratação errada passa longe do que parece na hora da entrevista.

Some a isso a rotatividade: toda vez que alguém sai e entra outro, o negócio paga de novo o preço de ensinar do zero. Por isso vale mais esperar duas semanas a mais por um candidato bom do que preencher a vaga rápido com o primeiro que apareceu.

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Sobre Eric Schmidt e Jonathan Rosenberg

Eric Schmidt foi presidente executivo do Google entre 2001 e 2011, depois de ter comandado a Novell e atuado como diretor de tecnologia da Sun Microsystems, e é formado em engenharia elétrica por Princeton, com doutorado em ciência da computação pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Jonathan Rosenberg foi vice-presidente sênior de gestão de produtos do Google, cargo que ocupou por mais de uma década depois de passar pela Excite@Home. Os dois escreveram Como o Google Funciona em 2014, reunindo o que aprenderam liderando o crescimento da empresa desde o início dos anos 2000 até ela se tornar uma das maiores do mundo. O livro nasceu de anotações que Schmidt e Rosenberg foram acumulando ao longo dos anos sobre reuniões, contratações e decisões dentro da empresa.