A gestão de ontem não segura o negócio de hoje
Até poucas décadas atrás, dava pra tocar uma empresa do jeito clássico: o dono manda, o funcionário obedece, e a informação fica só na cabeça de quem está no comando. Esse modelo nasceu numa época em que o trabalhador sabia menos que o chefe sobre o próprio ofício, e o acesso à informação era caro e lento.
Schmidt e Rosenberg mostram que isso virou de cabeça pra baixo. Hoje, o entregador de aplicativo compara preço de combustível no celular antes de aceitar a corrida, e o balconista do mercadinho vê a promoção do concorrente no grupo do bairro antes do dono ficar sabendo. Quem trabalha pra você, na maioria dos casos, tem tanta informação disponível quanto quem manda.
Isso não é motivo pra pânico, é motivo pra trocar o estilo de gestão. Empresa que ainda trata funcionário como peça que só recebe ordem perde pra empresa que aproveita a cabeça de quem está na ponta, resolvendo problema com o cliente todo santo dia.
