15 minutos
Capa do resumo de Organizações Exponenciais

Negócios · 15 min

Organizações Exponenciais

Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri van Geest · 2014

Para quem é

Pra quem toca um negócio próprio, pequeno ou médio, e quer entender por que empresa de aplicativo cresce tão rápido usando tão pouca gente contratada. Também serve pra quem só quer entender o vocabulário que domina reunião de startup sem cair na ideia de que basta copiar dez palavras pra virar gigante.

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3 ideias pra levar

1

Uma empresa não precisa ser dona do carro, do prédio ou do funcionário pra crescer rápido, precisa é organizar bem quem já tem esses recursos e está disposto a emprestar.

2

Painel de número atualizado na hora vale mais que relatório perfeito que só chega no fim do mês, porque erro descoberto tarde já virou prejuízo maior.

3

Um propósito grande atrai gente de graça pra ajudar; um produto sozinho, por melhor que seja, só atrai cliente que já está decidido a comprar.

“
Crescer 10% ao ano é gestão, crescer 10 vezes é outro jogo, com outra regra e outro risco.
Uma ideia de Organizações Exponenciais, nas palavras do 15 minutos

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O mundo passou a crescer em curva, não em linha reta

Imagine seu salário: ele sobe todo ano, aos poucos, num ritmo linear. Agora imagine uma poupança que dobra de valor todo mês. Nos primeiros meses parece pouco, mas depois o número explode e fica impossível de acompanhar de cabeça. É essa diferença, entre crescer devagar e crescer dobrando, que o livro Organizações Exponenciais usa como ponto de partida.

Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri van Geest escreveram o livro em 2014 observando que tecnologias como computação, sensores e armazenamento de dados estavam ficando mais baratas nesse ritmo de dobrar, não de somar. Uma empresa pequena, usando essa tecnologia barata, passava a competir com gigantes que levaram décadas pra crescer.

O argumento central é que a estrutura clássica de empresa, com departamento fixo, hierarquia rígida e ativo próprio, fábrica, frota, escritório enorme, foi desenhada pra um mundo que mudava devagar. Numa época em que a tecnologia muda rápido, essa estrutura vira peso morto: enquanto a diretoria discute em reunião, um concorrente pequeno já lançou e corrigiu o produto três vezes.

O que os autores chamam de organização exponencial

O livro dá nome a esse tipo de empresa: organização exponencial, ou ExO na sigla em inglês. Não é empresa de tecnologia por acaso, é qualquer negócio, de banco a lavanderia, que organiza o trabalho em volta de tecnologia, dado e gente de fora, em vez de dar conta de tudo com funcionário próprio.

A promessa do livro é dura: uma organização exponencial entregaria um resultado dez vezes maior que o de um concorrente parecido, usando uma fração do quadro de funcionários e do patrimônio físico. Dez vezes é proposital: os autores não falam de melhorar 10% ao ano, e sim de mudar de patamar.

Pra sustentar isso, o livro estuda dezenas de empresas que cresceram rápido usando comunidade, algoritmo e parceria em vez de fábrica própria, e tenta extrair um padrão comum entre elas. Desse padrão nascem duas listas que viram o esqueleto do livro: os atributos externos, batizados de SCALE, e os internos, batizados de IDEAS.

MTP: um propósito maior que o produto

Antes das duas listas, o livro insiste num ponto que soa abstrato à primeira vista: toda organização exponencial de verdade tem um propósito transformador massivo, ou MTP na sigla do livro. Não é a missão bonita emoldurada na recepção, é uma declaração ambiciosa sobre o impacto que a empresa quer causar, maior do que o produto que ela vende hoje.

O exemplo mais citado no livro é o do Google: a empresa não diz que seu propósito é vender espaço de anúncio, diz que quer organizar a informação do mundo. Isso muda o tipo de gente que ela atrai, o tipo de parceria que aceita fazer e até a decisão de longo prazo que toma.

Dá pra pensar num paralelo brasileiro: uma cooperativa de reciclagem de bairro pode vender sucata, ou se enxergar como parte de um propósito de tirar o lixo do rio. A segunda versão atrai voluntário, parceria com prefeitura e reportagem de jornal, coisa que vender sucata sozinho nunca atrairia. O propósito transformador massivo funciona como ímã que puxa gente de fora pra dentro.

Faltam 12 seções e o quiz

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Sobre Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri van Geest

Salim Ismail é empreendedor canadense e foi o primeiro diretor executivo da Singularity University, instituição californiana criada pra estudar o impacto de tecnologias que evoluem em ritmo acelerado. Michael S. Malone é jornalista veterano do Vale do Silício, autor de vários livros sobre a história da indústria de tecnologia americana. Yuri van Geest é empreendedor holandês que ajudou a popularizar o conceito de organização exponencial fora dos Estados Unidos, e os três assinam Organizações Exponenciais juntos, publicado originalmente em inglês em 2014.