O mundo passou a crescer em curva, não em linha reta
Imagine seu salário: ele sobe todo ano, aos poucos, num ritmo linear. Agora imagine uma poupança que dobra de valor todo mês. Nos primeiros meses parece pouco, mas depois o número explode e fica impossível de acompanhar de cabeça. É essa diferença, entre crescer devagar e crescer dobrando, que o livro Organizações Exponenciais usa como ponto de partida.
Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri van Geest escreveram o livro em 2014 observando que tecnologias como computação, sensores e armazenamento de dados estavam ficando mais baratas nesse ritmo de dobrar, não de somar. Uma empresa pequena, usando essa tecnologia barata, passava a competir com gigantes que levaram décadas pra crescer.
O argumento central é que a estrutura clássica de empresa, com departamento fixo, hierarquia rígida e ativo próprio, fábrica, frota, escritório enorme, foi desenhada pra um mundo que mudava devagar. Numa época em que a tecnologia muda rápido, essa estrutura vira peso morto: enquanto a diretoria discute em reunião, um concorrente pequeno já lançou e corrigiu o produto três vezes.
