Por que separar o impossível em três categorias
Kaku, físico teórico e professor, organiza o livro numa pergunta simples: o que a ficção científica imagina é fantasia pura, ou tecnologia que a humanidade ainda não dominou? Pra responder, ele separa cada ideia em três classes, de acordo com a distância entre o sonho e o que a física atual permite.
A Classe I reúne o que é impossível hoje, mas não contraria nenhuma lei conhecida: campo de força, invisibilidade, arma de raios, teletransporte de partícula, telepatia por leitura cerebral, psicocinese, robô, extraterrestre e OVNI, nave estelar e antimatéria. Segundo o autor, parte disso pode virar tecnologia comum neste século ou no próximo.
A Classe II é mais dura: viagem mais rápida que a luz, viagem no tempo e universo paralelo ficam no limite do que a física permite, e exigiriam engenharia de milhares ou milhões de anos à frente da nossa. Já a Classe III junta moto-perpétuo e precognição, ideias que esbarram direto em leis já bem confirmadas, como a segunda lei da termodinâmica.
