O problema: vender na base da sorte
Muita empresa pequena vive uma montanha-russa. Num mês, aparecem três clientes e o caixa respira. No seguinte, ninguém fecha nada e o dono já começa a pensar em cortar despesa. O livro Receita Previsível nasce dessa dor: a venda depende de indicação, de feira, de um vendedor estrela, e ninguém sabe dizer quanto vai entrar daqui a três meses.
Aaron Ross viveu o problema do outro lado do balcão. Antes da fama, ele trabalhava com vendas e percebeu que o jeito comum de prospectar era desorganizado: todo vendedor caçava os próprios contatos, ligava para listas frias e dependia de insistência. O resultado era desgastante para quem vendia e irritante para quem recebia as ligações.
A proposta dele e de Marylou Tyler é tratar a geração de clientes como um processo de fábrica, com etapas, responsáveis e números. Previsível, aqui, não quer dizer garantido. Quer dizer que você sabe quantas oportunidades precisa abrir para fechar o que planeja, e consegue corrigir o rumo quando os números fogem.
