Um grupo inteligente pode ser coletivamente cego
Matthew Syed abre o livro com uma ideia que incomoda: um time formado só por pessoas brilhantes pode tomar decisões ruins. O problema não está na inteligência de cada um, e sim no fato de que todos olham para o mundo pelo mesmo ângulo. Se cinco pessoas aprenderam nas mesmas escolas, leram os mesmos autores e frequentam os mesmos lugares, elas tendem a errar juntas.
Ele chama isso de cegueira coletiva. É o ponto cego que um grupo compartilha e que nenhum membro enxerga, justamente porque ninguém ali tem uma perspectiva diferente para apontá-lo. Pense numa reunião de diretoria em que todos concordam rápido: o acordo pode ser um sinal de força, mas também de que falta alguém para perguntar o que ficou de fora.
A tese central do livro é que ideias rebeldes, aquelas que fogem do consenso e nascem de outra maneira de ver, são o combustível da inovação e da boa decisão. O desafio é construir grupos em que essas ideias existam e, mais importante, sejam ouvidas.
